Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Artur tem adversrios

03 de Março, 2020
A luta pelo cadeirão da Federação Angolana de Futebol (FAF) conheceu nesses dias outros contornos. Ou seja, mais duas pessoas manifestaram a vontade de vir a ser presidente. Nando Jordão e Tony Estraga, além de Artur Almeida e Silva. Como tenho manifestado neste espaço não é expectável que faça diferente ou melhor do que apresentou nesses quatro anos. E a questão não é financeira, mais pura simplesmente de gestão e equipas. Este é o primeiro dos muitos pontos nevrálgicos do seu consulado. E não gostaria de voltar a recordar o diagnóstico preto do consulado de Artur Almeida. Limito-me a reiterar que nunca o reelegeria se dependesse do meu voto. Quanto aos dois outros, acho que único que merece alguma ponderação é Tony Estraga. Nando Jordão esteve na Federação Angolana de Futebol (FAF) como presidente do Conselho Técnico e o resultado foi um desastre. Apesar de se afirmar “um verdadeiro homem do futebol”, tenho dúvidas que traga algo de novo. Temos como referência apenas o facto de ter sido presidente da FAF para o Conselho Técnico, cujo resultado foi, como afirmamos, na nossa opinião, desastroso. Um dos elementos foi o facto de muitos clubes terem perdido pontos porque os adversários sabiam que utilizou irregularmente este ou aquele jogador, mesmo antes dos comunicados serem públicos. Ou seja, este órgão passou a ser tido como pouco sério. Tony Estraga é uma pessoa sóbria, tem um curriculum como nenhum outro candidato. Foi director de clubes como o 1° de Agosto, Progresso do Sambizanga, director nacional para o Desporto do Ministério da Juventude e Desportos (Minjud). É uma pessoa de equilíbrios, de entre os dois, acho-o ser a melhor opção. O futebol precisa avançar e há pessoas que não acrescentam nada ao futebol, ainda que se proclamem amantes ou homens do futebol. Aliás, o actual quadro é responsabilidade desses tais homens, que não são capazes de promover democracia nos seus clubes, agarram-se aos patrocinadores, que são verdadeiros “patrocinadores” da falta de democracia nos clubes nacionais. E como resultado: uma quase estagnação do futebol nacional. Teixeira Cândido

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