Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

As lies da pacincia

27 de Agosto, 2018
Vinte anos depois, o 1º de Agosto regressou à Liga dos Campeoes e pode fazer, amanhã, melhor do que em 1997. Têm, os militares, tudo e mais alguma coisa para não desperdiçar a oportunidade de marcar presença nos quartos-de-final, e de encaixar algumas centenas de dólares, que nesta altura é o ópio do povo, pelo menos por cá. É escusado fazer recomendações, primeiro porque não é crível que a leiam, e segundo porque tenho todas as dúvidas que sirva para alguma coisa. Uma equipa com mais de 40 anos, e jogadores experimentados é suposto saber e trabalhar a questão da euforia e da paciência para circunstâncias como essas. A nossa reflexão tem outro caminho, ou pretende ressuscitar uma discussão ou recomendação antiga.
O investimento e trabalho sustentado. Há dez anos sensivelmente, a actual direcção do d’Agosto decidiu parar e fazer as coisas como se recomendam. Largou a política de pontapé na bola e fé em Deus, e começou a trabalhar. Erigiu infraestruturas, foi buscar treinadores com experiência e colocou na base, aprendeu a ter paciência, mesmo com a equipa principal, e aí estão os resultados. Independente do que aconteça amanhã, é honesto afirmar que o 1º de Agosto é a melhor equipa do futebol nacional.
O tri-campeonato que se avizinha, os títulos nos escalões de formação, os miúdos que têm colocado na primeira equipa, Mário e Show como os últimos bons exemplos, são prova de um trabalho bem feito, e que merece de todos os melhores elogios. O futebol nacional tem ganho com isso. Os militares são os que mais alimentam as seleccões jovens.
Se dependesse de mim, manteria Carlos Hendrick. Ignoro o coro de vozes que diz que ele tem milhões à disposição pelo que o seu trabalho nao deve ser hiper-valorizado. Eu respondo com uma pergunta. Quantos clubes tiveram os milhões e não fizeram nada. Querem exemplos de clubes antigos e novos? O Petro de Luanda e o Interclube. Libolo e o Kabuscorp do Palanca. Para evitar equivocos, refiro-me ao Petro anterior à gestão de Tomás Faria. Se Carlos Hendrick não quisesse deixar obra, teria feito o mesmo truque usado por muitos: conquistar títulos para transmitir a ideia de que está a trabalhar.
Teixeira Cândido

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