Jornal dos Desportos

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Opinio

s portas do Girabola 2019/20

15 de Agosto, 2019
Em respeito a actualidade, enquanto um dos valores de força para a classificação de um acontecimento em notícia, as muitas “gafes” que vão sendo proporcionadas pela Federação Angolana de Futebol seriam razões de sobra para a abordagem de hoje, o que não acontece em função de considerar já ter abordado, nos últimos tempos e com alguma exaustão, muitos aspectos relacionados com a casa mãe do futebol interno, sem a mínima reacção de quem de direito.
Não me interessa, como factor principal, a reacção de alguém ligado ao órgão reitor da modalidade, porquanto a mensagem foi passada, independentemente do meio e da forma que escolhi para tal, o que me deixa animado e confortado, afinal, escrevi o que julguei necessário e a seu tempo poderei voltar à carga, caso se faça oportuno.
Hoje viro as baterias para a época futebolística que está às portas, se olho aos emblemas grandes do nosso mosaico futebolístico, estatuto que atribuo ao 1º de Agosto e Petro de Luanda, na posição primária, seguidos pelo Interclube, este no comando de um pelotão de outros tantos que animam, cada um a seu jeito, o nosso futebol.
A propósito do estatuto de grandes atribuídos ao Petro e ao 1º de Agosto, quero manifestar a minha repulsa à forma deselegante como, há dias, o presidente de direcção do Recreativo da Caála dirigiu-se às referidas agremiações desportivas, numa elevada deselegância típica de quem padece de protagonismos e, por ele, luta à todo o custo, até mesmo desrespeitando outrem.
Mas como estas são daquelas coisas pelas quais prefiro não gastar tempo, do pouco que tenho para me ocupar com coisas sérias, até porque sei que quem de direito e com prorrogativas para punir situações do género pode nem ter ouvido, não me deleito em substância sobre o assunto, neste “Desporto no Texto”.
Prefiro, antes pelo contrário, marcar o prumo deste texto, em primeira instância para saudar os resultados conseguidos pelos petrolíferos e militares na primeira mão da eliminatória para a champion africana, que por direito próprio adveniente dos resultados da época de 2019, estão a disputar.
Auguro, para as referidas equipas, boa sorte nos jogos de resposta, como dizem os brasileiros, mas que tenham todas as cautelas e não embandeirem em arco, apesar de ser quase que sentimento unânime o reconhecimento de que os adversários têm menos argumentos que os angolanos.
Aproveitem, portanto, os jogos da segunda mão, para mais uma jornada de aprimoramento do que sabem ainda não estar bem, pois os dias seguintes serão muito mais difíceis, a julgar pela quantidade de provas e de jogos que terão de enfrentar, com maior destaque para o Girabola que é, internamente, a maior competição futebolística.
E por falar em Girabola e por aquilo que pude perceber, em torno das movimentações de entrada e saída de jogadores, advinha-se uma disputa renhida quanto ao campeonato, sobretudo para os dois emblemas que juntos perfazem um total de 28 título ganhos.
E caso tenha que ser algo mais claro em termos de prognóstico, o 1º de Agosto, clube pelo qual nutro simpatia – fique bem esclarecido -, parte em vantagem para a revalidação do título, mesmo apesar de ter perdido o concurso de Show, quanto à mim, das mais-valias que a equipa tinha nas últimas épocas.
A propósito, para lá do que de positivo se conseguiu com a transferência do referido jogador para o Lille de França, que em acto contínuo o “endossou” ao Belenenses de Portugal, acho não ter sido uma boa opção para o jogador, que pode vivenciar o mesmo que muitos outros atletas angolanos experimentaram em terras de Camões, de quem temos inúmeros exemplos de não ser o porto seguro, para os nossos melhores jogadores.
Ainda assim, e usando do benefício da dúvida, resta-me desejar boa sorte ao jovem Show e felicitar o clube militar pelos frutos que, ainda que de soslaio, começa a colher da aposta que fez na formação, com todo o investimento em infra-estruturas e demais envolventes, mostrando aos outros que é, sem dúvida, o caminho e exemplo a seguir. Carlos Calongo

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