Jornal dos Desportos

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Opinio

As trapaas de Romano!

23 de Agosto, 2018


A troca de \"mimos\" entre o vice-presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Benjamin Romano, e o antigo seleccionador nacional dos hendecacampeões africanos, Manuel da Silva \"Gi\", no início desta semana, acabou por colocar a nu, o nível acentuado de desorganização que assolou o órgão reitor da modalidade, desde que o actual elenco, liderado por Hélder Martins da Cruz \"Maneda\", assumiu o comando, em Fevereiro de 2017.
Na verdade, a acusação barata feita domingo, por um dos colaboradores de \"Maneda\", durante o programa \"Domingo Desportivo\" da Televisão Pública de Angola, mostrou claramente a incompetência do actual elenco, que num período de um ano e cinco meses, conseguiu colocar a modalidade mais ganhadora, a par do andebol feminino, numa situação constrangedora.
Sacudindo a água do capote, Benjamin Romano afirmou de forma categórica e, num tom bastante arrogante, que foi Manuel Silva \"Gi\", então seleccionador nacional, que havia sido o responsável pelo adiamento do torneio internacional de Luanda, prova que serviria de antecâmara para a 29ª edição do Campeonato Africanos das Nações, vulgo Afrobasket, de 2017, competição disputada em dois países (Senegal e Tunísia).
A petulância nas afirmações do vice Romano foi tão ousada que desafiou a comunicação social a estar na sua sede, para junto do técnico tirar as provas dos noves, relativamente às declarações que havia proferido na véspera.
E, como quem não deve não teme, Manuel Silva \"Gi\", técnico campeão africano de Sub-16 e Sub-18, respectivamente, em menos de 24h00, desmascarou o colaborador directo de Hélder Martins da Cruz \"Maneda\", desafiando-o a apresentar provas de que tinha sido o treinador a cometer tal disparate.
E agora, caro Benjamin Romano, afinal quem mentiu? Foste tu ou eu?. Perante esta pouco vergonha, fica difícil acreditar em tudo que disse, relativamente o futuro da modalidade que tantas conquistas deu ao país, em momentos conturbados da história de Angola. Defender causas indefensáveis, só porque somos alimentado por um burguês, acabamos por fazer sempre um papel extremamente ridículo.
Ao minimizar as ausências sistemáticas do actual seleccionador nacional, o antigo internacional angolano, mostrou claramente que está comprometido com o seu chefe. A afirmação grosseira de Benjamin Romano terá deixado os angolanos em estado de choque.
Ao não saber clarificar a data da vinda do seleccionador nacional, se é que vem mesmo, Benjamin Romano deixou claro as insuficiências administrativas do órgão reitor da modalidade no país. Se calhar, para o vice-presidente da FAB, o facto da Selecção Nacional ter viajado para a República Popular da China, onde disputou o torneio internacional, sem o médico, sem o preparador físico, também é normal....
O anormal tornou-se normal, de tal forma, que a convocatória para a quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, foi feita através do Whatsap, como foram os casos de Gerson Domingos, Alexandre Jungo, Egídio Ventura e Paulo Márcio Barros, este último lesionado, todos da formação do Grupo Desportivo Interclube.
A direcção do 1º de Agosto teve sorte diferente, ao ter recebido um comunicado da FAB, em que solicitava a dispensa dos jogadores Edson Ndoniema, Mutu Fonseca, Mohamed Malick Cissé, Jone Pedro, Eduardo Mingas e Sebastião Quicuame, respectivamente.
Até agora, nenhum atleta se apresentou, devido aos calotes da federação que continua a apostar na mentira, ao invés da verdade.
As saídas de Manuel Silva “Gi”, técnico dos Sub-18 e José Carlos Guimarães, um dos adjuntos de Will Voigt,fragilizaram ainda mais a modalidade que continua nos cuidados intensivos, muito por culpa da desorganização da Federação Angolana de Basquetebol (FAB). Melo Clemente

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