Jornal dos Desportos

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Opinio

Ataques desnecessrios

23 de Outubro, 2014
Ainda que tenha incorrido em algumas falhas, como apostar em alguns atletas e esquemas tácticos que não surtiram o efeito desejado, principalmente nos embates com as selecções do Gabão (Libreville) e do Burkina Faso (Luanda), é ponto assente que isso não constitui matéria para “crucificar” Romeu Filemon, enquanto Seleccionador dos Palancas Negras. Nos últimos tempos, à medida que se aproximam as datas para a realização dos confrontos da Selecção Nacional de futebol, frente às selecções do Gabão (em Angola), e de Burkina Faso (em Oagadougou), a 15 e 19 do próximo mês, os ataques pessoais a Romeu Filemon aumentam de crítica em relação ao seu trabalho.

Nota-se isso, nas conversas do dia a dia e em alguma imprensa sobre o silêncio que se sente em relação aos jogos em referência, que são pontuáveis para as duas últimas jornadas do grupo C da fase de apuramento à fase final da Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2015.Não nos assumimos como detentores da razão, ao respeitarmos as opiniões alheias. Apenas que as mesmas devem ser feitas em relação ao trabalho e nunca transformadas em ataques pessoais contra determinadas pessoas, ademais nesta fase, quando se aproximam jornadas de capital importância para os Palancas Negras e para o futebol nacional.

Mesmo que as possibilidades sejam reduzidas, a Selecção Nacional ainda se pode qualificar para a fase final da maior tribuna futebolística continental, não é correcto que agora, nesta fase em que todo o apoio é pouco, ouvirem-se comentários para desestabilizar o grupo de trabalho, quando tudo se encaminha para que os erros cometidos façam parte do passado.Alguns especialistas são de opinião, que um dos principais problemas do futebol nacional reside na qualidade de alguns atletas.

Defendem que os membros da direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF) deviam ser mais ousados, no sentido de convencer uma boa quantidade de atletas, que actuam em algumas das principais equipas de vários campeonatos da Europa, a espreitar uma oportunidade de representar a Selecção. De igual modo, advogam que tal atitude de diplomacia (se existe?) no futebol angolano, deve ser acompanhada de uma maior qualidade a ser desenvolvida nos escalões de formação dos clubes.

Alguém em jeito de brincadeira, numa amena cavaqueira de domingo de manhã atirou que em função da qualidade dos seus atletas, “no basquetebol sénior masculino e no andebol sénior feminino, independentemente de quem seja o treinador, Angola com maior ou menor dificuldade vai sagrar-se campeã africana, nos próximos cinco ou seis anos”. Devido à sua especificidade, no que diz respeito à Selecção Nacional de futebol, em processo de renovação, não é possível aplicar-se essa fórmula, porque a qualidade da maioria dos jogadores transporta defeitos desde a iniciação.

O que se aconselha é que o seleccionador nacional e os seus colaboradores (onde se incluem todos os técnicos nacionais e estrangeiros que trabalham em Angola) disponham de condições humanas, psicológicas e materiais, para desenvolverem o seu trabalho, sem constrangimentos, desde a formação.Não há dúvida que é mais rentável para o futebol nacional, deixar de procurar culpados “fantasmas” e atacar a essência dos problemas.
Leonel Libório

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