Jornal dos Desportos

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Opinio

Ateno aos Palancas

10 de Agosto, 2015
O próximo dia 12 de Novembro, vai constituir mais um, dos muitos dias, que vão constar nos anais da história do futebol angolano, quando os Palancas Negras defrontarem em Luanda, os “Bafana Bafana” (África da África do Sul) em partida da 1ª “mão” da segunda eliminatória da zona África, de qualificação para a fase final do Campeonato do Mundo - 2018, a ter lugar na Rússia.

Trata-se de uma “empreitada” para a qual os Palancas Negras ficaram isentos da primeira eliminatória, por isso, adquiriram o direito de participar por mérito próprio, em função da prestação nos mais recentes jogos pontuáveis para as fases finais do CHAN – 2016 (Ruanda) e CAN-2017 (Gabão).
Com muito sacrifício e abnegação, os Palancas Negras vão procurar obter a qualificação para a competição, que vai ter lugar na Rússia, depois de terem marcado presença numa única fase final da maior prova futebolística mundial, facto que aconteceu em 2006, na Alemanha.

Na realidade, é de convir que qualquer das 40 selecções nacionais africanas que vão disputar a eliminatória em questão, tem como objectivo alcançar a melhor classificação possível, que se traduz na obtenção do passaporte para a Rússia. Angola não constitui uma selecção de topo, a nível continental, mas impõe respeito aos adversários de qualquer quilate, não deve dissociar-se do que a realidade apresenta.

Dessa forma, numa altura em que faltam cerca de 120 dias para a realização do primeiro jogo, é imperioso que as autoridades que superintendem o futebol nacional e a equipa técnica, comecem a fazer o quanto antes o trabalho de casa, que passa fundamentalmente pela criação de condições técnicas, materiais e psicológicas que permitam ao grupo desenvolver o trabalho sem constrangimentos.

As condições psicológicas passam também, pela garantia por parte da entidade empregadora, Federação Angolana de Futebol (FAF), do pagamento dos salários em tempo oportuno aos membros da equipa técnica e do pessoal de apoio, como forma de evitar o mal-estar que se instalou há cerca de 90 dias, quando transpirou para fora dos meandros da instituição reguladora da modalidade em Angola, que Romeu Filemon e seus adjuntos se encontravam com cinco meses sem receber os seus salários.

Em relação à questão do atraso de salários, em referência aos membros da equipa técnica, muita gente esperou por um pronunciamento público, Romeu Filemon além de evidenciar a máxima segundo a qual “a roupa suja lava-se em casa”, demonstrou que existe no silêncio a mais profunda sabedoria, que por vezes deve ser interpretada como a resposta certa às críticas ou instigações mal intencionadas, dirigidas a pessoas individuais ou coletivas.

É assim, que a eliminatória entre as duas selecções a ser realizada alguns dias antes, para o CHAN (competição dirigida a atletas que actuam no continente), além dos interesses e objectivos a serem traçados, vai igualmente servir de antecâmara para as eliminatórias de acesso à fase final do Campeonato do Mundo de 2018, na Rússia.

As selecções ou equipas, ao serem escolhidas para testar o grau de capacidade de evolução dos Palancas Negras, devem ser equacionadas ao detalhe.
Quanto a nós, como forma de conferir maior “endurance” competitivo aos atletas que trabalham juntos, os adversários devem ser mais evoluídos do ponto de vista competitivo, para que ofereçam garantias a Romeu Filemon e pares, a fim de imprimirem as correspondentes correcções.
No plano administrativo, a interacção de todos, deve constituir prioridade.

O sentido de responsabilidade e de esmero deve nortear todos quantos de forma directa ou indirecta, estejam ligados à Selecção Nacional, que mais do que uma equipa de esquina ou de bairro, constitui um projecto onde todos os cidadãos angolanos, independentemente da cor da pele, estatuo social, diferenças políticas, religiosas e de opinião, se devem rever.

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