Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Ateno... ateno, muita ateno mesmo!

18 de Fevereiro, 2019
Embora seja uma avaliação ou classificação de certa forma (des) propositada, que continua em volta de alguma polémica e controvérsia, no seio dos profissionais clássicos e de classe do marketing desportivo, a verdade é que se tem defendido, e se vai defendendo, que na actual fase em que se encontra o exercício da profissão, abundam nela cinco (5) tipos de profissionais:
1º Os profissionais de marketing desportivo que FAZEM as coisas acontecer; 2º, os profissionais de marketing desportivo que acham que fazem as coisas acontecer; 3º, os profissionais de marketing desportivo que observam as coisas a acontecer; 4º,s profissionais de marketing desportivo que se surpreendem quando as coisas acontecem e, 5º, os profissionais de marketing desportivo que não sabem o que está a acontecer e como está a acontecer.
Neste instante, \"passo a bola\" ao prezado leitor para que, de bom juízo, e plena sensatez, diga a si mesmo que tipo de profissionais de marketing desportivo acredita que temos no mercado nacional, já que sou o principal suspeito para emitir uma opinião até certo ponto esclarecedora, apesar de ter uma ideia clara sobre a referida avaliação, levando em conta, e até mesmo reconhecendo que não importa \"a cor do gato, desde que seja mesmo gato e saiba caçar ratos\"!
Em Luanda, os meus \"colegas\" de ocasião e \"adversários de circunstâncias\", têm por hábito não revelar o orçamento real em marketing desportivo feito pelos clubes onde estão a funcionar ou, quiçá, a fazer um \"kubanga ó pimpa\", isto é, fingindo trabalhar (como confidenciou-me alguém, defendendo na generalidade, e numa só voz, que tem um orçamento muito pobre, factor \"sine qua non que serve de divisa para não apostarem na diferenciação e de não se sobressaírem na comunicação que gostariam de fazer.
Maior ou menor orçamento, o que eu penso é que muitos directores de marketing desportivo da nossa praça trabalham muito mal a força e a imagem de marca dos clubes, tanto no sentido de não se mostrarem a mídia e ao mercado publicitário, como no sentido de não terem nas suas estruturas profissionais qualificados para o efeito.
Respeito muito as pessoas que chegam a cargos de directores de marketing dos clubes, mas, francamente, muitos deles não são do ramo, pior do que isso, é que muitos até agora nem noção têm de como foram lá parar, sendo que alguns destes bem que poderiam fazer parte dos nomeados a corrida aos \"Óscar\" de Hollywood para disputar a estatueta de melhor intérprete da saga \"kubanga ó pimpa\"!Acredito que a abordagem a ser feita por um profissional de marketing desportivo deve ser do mesmo tipo e nível daqueles que estão no sector empresarial. Um clube grande deve ter um director de marketing remunerado, com ampla visão de mercados e mente aberta, já com algum nome, além, é claro, de um currículo de peso.
Um profissional que seja reconhecido pelos demais, principalmente por parceiros do lado empresarial, como um igual entre iguais. A esse profissional deve caber o contacto e a condução das negociações de patrocínio e de acções de marketing. Posteriormente, deve ser, também, a ligação entre patrocinador e clube.Sua tarefa, portanto, não se resume à mera prospecção e fechamento, mas deve estender-se pelo tempo, cuidando da manutenção e evolução da parceria.
Naturalmente, profissional de tal quilate deverá estar atento ao mercado, sempre, procurando novas formas de relacionamento entre o clube e outras empresas, criando e propondo acções de marketing diferenciadas que agreguem valor e visibilidade às duas partes.É, para mim, impensável que o director de marketing desportivo de um clube grande não consiga um mínimo de organização e não tenha um mínimo de capacidade para trabalhar algo, conceitualmente tão simples, como um projecto virado essencialmente para conquistar e fidelizar sócios.
Algo que deveria ser gigantesco e uma grande fonte de receitas, mas que continua a ser um \"potencial muito mal explorado\". Caro director de marketing desportivo, o mercado não é inimigo e não é aproveitador, como costuma ser visto por muitos.
É uma grande e fundamental fonte de recursos, mas precisa ser conhecido e precisa ser trabalhado de forma e correcta e profissional.Façam um guião para intervirem nele, elegendo os circuitos e segmentos onde estão inseridos, com a finalidade de atrair investidores, patrocinadores e parceiros, procurando acima tudo terem contacto com estudos de mercado sobre o consumo do desporto em Angola. É isso que um director de marketing desportivo precisa aprender. Entender e fazer. vamos evitar só problema. *Mentor e Gestor Executivo do Fórum Marketing Desportivo.Zongo Fernandes dos Santos

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