Jornal dos Desportos

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Opinio

Bem-vindo rei futebol

05 de Fevereiro, 2016
A época futebolística de 2016 começa amanhã, com a realização da Supertaça, que vai opor o Recreativo do Libolo ao FC Bravos do Maquis, respectivmente, campeão nacional e vencedor da Taça de Angola referentes à época e 2015. Sem desprimor para a competição em referência, é no Girabola, onde as pessoas centram a sua atenção, não só pela sua envolvência e especificidade, mas também pelo número de equipas e quantidade de homens e meios que movimenta.

Independentemente da zona leste do país, estar representada apenas por uma equipa, o Sagrada Esperança da Lunda Norte, e Cabinda sem nenhuma formação, o que faz com as dezasseis equipas estejam mal distribuídas administrativamente, não há dúvidas que o Girabola – 2016, é dos menos “nacional”, desde que em 1979, foi realizada a primeira edição em que participaram agremiações representantes das 17 das dezoito províncias, à excepção do Bengo, na altura integrante da província de Luanda.

No que se avizinha, cujo início está aprazado para o dia 20 do corrente, das dezasseis equipas participantes, sete são da província de Luanda, facto que lhes concede ligeira vantagem antecipada. Há quem, em jeito de brincadeira, diz que as formações da capital do país, designadamente, o 1º de Agosto, Petro de Luanda, Interclube de Angola, ASA, Benfica de Luanda, Kabuskorp do Palanca e Progresso Sambizanga, vão ser beneficiadas pelo facto de efectuarem poucas viagens para o interior do país, pelo que “podem disputar à parte, um campeonato provincial de Luanda”. Outro factor que concorre para beneficiar as equipas de Luanda, está ligado ao económico, pois a viajarem menos, terão menos gastos financeiros.

O tempo regista que tem constituído prática, algumas formações do interior do país, “baterem o pé” a equipas de Luanda, na capital, onde alcançam resultados positivos. Isso, ao contrário do que muita gente diz, justifica o facto de ano após ano, registar-se um maior equilíbrio entre as formações de Luanda e do interior. Isso torna igualmente a competição mais equilibrada e emotiva. Já vai o tempo em que se registavam goleadas por diferenças abismais.

Há quem seja da opinião que a diminuição de equipas do interior, na prova mais importante do futebol nacional, se deve a falta de infraestruturas, havendo os que acham que a falta de técnicos e dirigentes desportivos, assim como a deficiente aposta no futebol de formação.

Para além dos regressos saudáveis a fina flor do futebol nacional, do 1º de Maio de Benguela e do FC Porcelana do Cuanza Norte, é de se saudar igualmente a estreia do 04 de Abril do Cuando- Cubango. No que diz respeito a província do Cuando-Cubango, que volta a ter um representante do Girabola, dezasseis anos depois, não obstante os seus responsáveis técnicos e administrativos se queixarem da falta de apoio por parte do Governo Provincial, têm em João Machado, o decano dos treinadores nacionais, o seu principal artífice. João Machado, não trabalhou sozinho, mas já há gente que teme pela ausência do então Governador Provincial, Higino Carneiro, recentemente transferido para a província de Luanda para exercer as mesmas funções, o principal apoiante e incentivador para que o projecto 04 de Abril, de tornasse na realidade que é hoje.

É assim que os responsáveis governamentais assim como classe empresarial do Cuando-Cubango, que nos últimos tempos tem conhecido um índice de desenvolvimento sócio-económico, devem incidir ainda mais a sua acção na criação de condições de acomodação das pessoas do interior da província e das outras da região que ali se deslocarem, para verem jogos de primeira água. Aliás, a indústria do turismo naquelas paragens tem conhecido um desenvolvimento acentuado.
Leonel Libório

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