Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Cabinas sem condies

30 de Agosto, 2013
Mas infelizmente, as coisas já não acontecem assim, pois basta-nos recordar das tristes situações com que nos vamos deparando nalguns jogos que ocorrem um pouco pelos vários estádios espalhados pelo país e que acolhem jogos do principal campeonato nacional, o Girabola.

Particularmente, fiquei marcado o que presenciei no encontro entre o Progresso do Sambizanga e o Benfica de Luanda, referente a 21ª jornada. Dois factos curiosos saltaram-me à vista, logo à chegada à cabina de impressa: primeiro, o mau estado de conservação das cadeiras, que se encontravam, em consequência disso, empoeiradas; segundo, as salas sujas e com cheiro nauseabundo, obrigando os profissionais a um esforço titânico para ali permanecerem e fazerem o seu trabalho.

Com as condições deploráveis, surge uma pergunta para os administradores do Estádio Nacional da Cidadela, que, por sinal, é um dos recintos de jogos de referência para muitas pessoas que foram forjadas neste local. Por que razão não se dá um tratamento mais condigno à cabina de imprensa?

A Cidadela guarda para mim fortes lembranças. Recordo-me de uma delas, quando a Selecção Nacional defrontou a sua congénere da Nigéria, em que o locutor da Rádio 5, na altura Manuel Rabelais relatava o jogo e também ajudava a vibrar o público. Eu assistia àquela partida tanto ao vivo como ouvindo o relato dos acontecimentos através das ondas sonoras. Foram bons momentos e quando me recordo sinto uma certa nostalgia dos tempos que lá se foram.

Hoje, porém, as coisas são bem diferentes, razão pela qual fiquei espantado com as actuais condições que o Estádio apresenta. Apesar de ter passado um bom tempo sem pisar a Cidadela, o velho sonho que carregava na infância de me sentar nas bancadas e tirar apontamentos dos momentos de euforia dos jogos, certamente cumpriu-se.

Outro facto que me deixou muito triste foi ver o público reduzido que apareceu no estádio para assistir ao jogo e puxar pelas suas equipas. Apesar disso, há ainda a esperança de a juventude angolana querer ver o nosso futebol a crescer cada vez mais, e é uma réplica para os nossos dirigentes desportivos e outras entidades de que devem continuar a investir forte no desporto.

Por isso, vamos valorizar e preservar o que é nosso e garantir as melhores condições de segurança e comodidade nos recintos de jogos espalhados pelo país.
EDSON MATIAS|

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