Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio
por MATIAS ADRIANO

Cacimbo traz cheiro do mundial

03 de Maio, 2018
Pese embora estarem a decorrer com normalidade, e já perto do fim, as ligas europeias de futebol, como, de resto, tratamos de acompanhar com redobrado interesse, é para a milenar Rússia que se move, nos dias que correm, o mundo do futebol. Volátil no seu curso, o tempo não espera, e Junho e Julho, os meses consagrados para a magia do jogo da bola, já não se vislumbram à distância.
Posto isso, as selecções qualificadas à maior montra do futebol à escala planetária, traçam estratégias de participação. Os técnicos multiplicam as acções na sondagem e prospecção de activos , na perspectiva de poderem formar planteis ajustados às obrigações do certame, às ambições dos respectivos países, enfim.
Dir-se-ia que é chegada a hora de embaciar as espadas para a batalha que se adivinha e se avizinha.É comum ouvir dizer que a selecção Y deve efectuar o seu estágio pré-competitivo no país tal, que a selecção X prevê se concentrar no dia tal, por ai em diante.
São, enfim, muitas notícias relacionadas ao campeonato do mundo, que promete levar ao delírio aqueles que pelos quatro cantos da superfície terrestre vivem na alma o belo e a arte que há no jogo da bola.
A África far-se-á representar na prova com cinco selecções, nomeadamente Nigéria, Senegal, Marrocos, Tunísia e Egipto que têm já esboçados os respectivos programas de trabalho para uma participação airosa, capaz de dignificar o continente, que, em obediência à verdade, conhece nos últimos tempos um crescimento exponencial em todos os capítulos.
Pois, embora a questão do título tenha a ver com os principais “colossos” do planeta, os representantes africanos também têm traçadas as suas metas competitivas. Fazer mais e melhor, é sempre o objectivo. Aliás, ainda por conhecer ou encontrar está a primeira selecção africana que ouse chegar às meias -finais do campeonato, uma vez que os \"quartos\" já foram conquistados. Pelos Camarões, em 1990, na Itália e pelo Gana, em 2010, na África do Sul.
Quem é quem sairá da Rússia com o troféu em sua posse, eis a questão que se coloca. Países como Brasil, Argentina, Espanha, Alemanha e Holanda, para só citar uns, perfilam-se na grelha de partida.
Fazem promessas de toda à sorte. Para estes, o título não deve escapar na Rússia. Será, certamente, um campeonato a ser disputado à ferro e fogo.O próprio anfitrião que nunca logrou o pódio, desde que a prova veio à luz, em 1930 no Uruguai, pode ter aguardado anos para a oportunidade de organizar e ver o favoritismo mais elevado.Em território russo, na certa, as conversas devem gravitar à volta da possibilidade de arrebatar o troféu, sendo até uma pretensão legítima para quem se apresenta na condição de organizador.
A par disso, coloca-se a questão de Messi e de Cristiano Ronaldo, que pela idade, poderão, quiçá, a jogar, na sua punjante plenitude, o último campeonato sem nunca terem sido campeões.
Para qualquer deles Rússia\'2018 pode representar a última oportunidade de terminar a carreira com pelo menos um título de campeão mundial. Na Argentina, faz-se coro para que o título que escapa desde o Mexixo\'86, leve festa a Buenos Aires, Mendoza, Santa Cruz, Córdoba e a outros lugarejos da terra de El Pide e do Tango. Aguardemos ..

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