Jornal dos Desportos

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Opinio

Cad o seleccionador?

07 de Julho, 2018
Salvem o basquetebol! Este tem sido o vocábulo que passou a dominar a família da \"bola ao cesto\", desde que Helder Martins da Cruz \"Maneda\" e seus sequazes tomaram de assalto a direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), em Março do ano passado, depois de vencer no sufrágio universal, o então presidente cessante, Paulo Alexandre Madeira.
Apesar das promessas feitas durante a campanha eleitoral, em que afirmava que a modalidade poderia conhecer um crescimento, dado o prestígio que a disciplina ganhou ao longo das últimas três décadas e meias, a verdade porém, volvidos um ano e dois meses e sete dias, o basquetebol angolano está a beira do precipício.Com as \"mãos atadas\", associados e amantes da bola ao cesto vão assistindo a cada dia que passa, a \"morte\" vertiginosa daquela modalidade que muitas alegrias deu ao povo angolano, sobretudo, em períodos de guerra fria.
As vicissitudes vividas pelos hendecacampeões africanos em 2017, que culminou com a participação desastrosa na fase final da 29ª edição do Campeonato Africano das Nações, vulgo Afrobasket, muito por culpa do amadorismo do actual elenco federativo, eis que, Helder Martins da Cruz \"Maneda\" e os seus sequazes voltaram a meter água durante a preparação do cinco nacional para a terceira janela, já que não foram capazes de criar um plano B, que poderia permitir com que os pupilos de Will Voigt fizessem uma preparação sem grandes sobressaltos.
Mesmo depois de ter cumprido a missão na capital egípcia, Cairo, onde Angola assegurou a qualificação para a etapa derradeira, os jogadores do combinado nacional foram mais uma vez submetidos a humilhações, ao terem pernoitado em cadeiras do aeroporto do Dubai, onde aguardavam a ligação para a capital angolana, Luanda.
A delegação regressou ao país, sem os técnicos estrangeiros, que seguiram logo para o Estados Unidos da América, mal terminou o torneio do Cairo.
Com o aproximar da data do arranque da quarta janela de qualificação, prova marcada de 14 a 16 de Setembro do ano em curso, era imperioso, que o seleccionador nacional, Will Voigt, assim como os seus colabores expatriados viessem para Angola, a fim de começarem a delinear o plano de preparação, visando a aludida competição.
Depois de ter abandonado por duas ocasiões os trabalhos da pré-selecção nacional, uma devido ao falecimento do seu pai e, outra devido a problemas de saúde da mãe, Will Voigt volta a largar o navio no alto mar, desta, aparentemente, sem qualquer motivo plausível.
Perante toda essa confusão, seria bom que a direcção da Federação Angolana de Basquetebol, na pessoa do seu presidente, viesse publicamente, explicar aos angolanos, sobre o tipo de contrato que rubricou com o técnico norte-americano.
Será que voltaremos a ter o seleccionador nacional três dias antes do arranque da quarta janela de qualificação?
Melo Clemente

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