Jornal dos Desportos

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Opinião

Cadê o seleccionador nacional

04 de Dezembro, 2017
A família do basquetebol foi apanhada mais uma vez de surpresa, pela actual direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), que na primeira quinzena de Novembro último, apresentou, em conferência de imprensa, o técnico norte-americano, Will Voigt, que rendeu no comando dos hendecacampeões africanos da \"bola ao cesto\", o angolano Manuel Silva \"Gi\".
Depois de ter apregoado que a sua gestão nos próximos quatros anos passaria na valorização dos técnicos angolanos, Hélder Martins da Cruz \"Maneda\", actual homem forte do órgão reitor da modalidade no país, acabou por dar uma volta de quase noventa graus, mandando para às urtigas os nacionais, optando por um expatriado.
Pela primeira vez em quase quatro décadas de basquetebol, Angola apostou num técnico de nacionalidade norte-americana, considerada como uma das melhores, senão a melhor escola do mundo.
Will Voigt, técnico que se sagrou campeão africano ao serviço da selecção da Nigéria, isto no Afrobasket de 2015, prova disputada na Tunísia, acabou por merecer a escolha da Federação Angolana de Basquetebol para dirigir o combinado nacional nos próximos três anos.
Com a missão de qualificar em primeira instância os hendecacampeões africanos para a fase final da décima oitava edição do Campeonato do Mundo de 2019, competição a decorrer de
31 de Agosto a 15 de Setembro, na República Popular da China, Will Voigt, aprovou na primeira janela de qualificação da aludida competição, ao conseguir três vitórias, em igual número de partidas.
Com praticamente o mesmo grupo que disputou a fase final do Afrobasket 2017, à excepção do base Gerson Domingos, Alexandre Jungo, poste, e Hermenegildo Mbunga, poste, o novo seleccionador nacional conseguiu alcançar três vitórias consecutivas, frente a Marrocos (62-56), Egipto (68-64) e República Democrática do Gongo, por 73-62, respectivamente, estando por isso, na liderança do Grupo C da zona africana de qualificação para a Copa do Mundo da China, em 2019.
Apesar de ter feito o pleno na primeira janela de qualificação para a Copa do Mundo, as exibições dos hendecacampeões africanos ficaram muito a desejar, num claro aviso a Will Voigt de que terá muito trabalho pela frente, no sentido de devolver a mística do bem jogar do cinco nacional que procurava a oitava presença numa fase final de um mundial, depois das participações de 1986, em Espanha, 1990, Argentina, 1994, Toronto, Canadá, 2002, Indianápolis, Estados Unidos da América, 2004, Atenas, Grécia, e 2008, Beijing, na China.
Will Voigt lhe foi incumbido igualmente a missão de rejuvenescer o cinco nacional, para os desafios do futuro.Com o termo na primeira janela de qualificação para a Copa do Mundo da China, as emoções da 40ª edição do Campeonato Nacional de basquetebol em seniores masculinos, prova agora designada Unitel Basket, regressaram nas mais diversas quadras da capital do país e não só, para a satisfação dos amantes da modalidade da \"bola ao cesto\".
Mal terminou a primeira janela de qualificação para a Copa do Mundo da República Popular da China, Will Voigt e um dos seus adjuntos, deixaram o país, na última segunda-feira, justamente na semana em que reatava o Unitel Basket.
Numa altura em que os potenciais seleccionáveis que actuam no exterior do país estão praticamente identificados, com particular realce para os atletas que militam nos Estados Unidos da América, era de todo natural que o actual seleccionador estivesse ainda no país, para identificar os potenciais seleccionáveis, para não receber apenas a lista de jogadores da direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), tal como aconteceu por altura da disputa da primeira janela de qualificação para a Copa do Mundo da China.
Diante deste cenário urge a necessidade de se saber afinal quando é que o seleccionador nacional estará novamente em solo pátrio para acompanhar de perto os potenciais seleccionáveis que têm se destacado no Unitel Basket.
Melo Clemente

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