Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Cantamos vitria

01 de Dezembro, 2014
Fê-lo de uma forma simples, inscrevendo-se no prestigiado Torneio “Ernest Hemingway”, em Cuba, no qual participou e conquistou um honroso terceiro lugar, convidando também uma equipa cubana a competir em Luanda no Torneio da ADM, que não teve a mesma sorte.Depois de muita competição interna, a partir do ano 2004 a organização da Pesca Desportiva Angolana começou a assentar a sua estrutura numa Comissão Instaladora da futura Federação Angolana de Pesca Desportiva, composta por membros dos diversos Clubes Náuticos.Em 2005, levámos a Pesca Desportiva para o Lobito de uma forma organizada, onde em nove anos, as três equipas iniciais se transformaram em 17, passando a existir um duelo competitivo entre o norte e o sul.

Registámo-nos na Associação Internacional de Pesca Desportiva (IGFA) e os nossos torneios passaram a qualificar as equipas vencedoras para a final, que na altura tinha lugar no mês de Maio em Cabo São Lucas (México). Aí começámos a competir seriamente na arena internacional.Mas isso não nos satisfazia. Faltava competir para hastear a Bandeira Nacional e ouvir o nosso Hino no final de cada competição – contribuirmos para engrandecer o Nosso País e mostrar ao mundo o Nosso Orgulho de sermos Angolanos.

Em 2006 apareceu a primeira oportunidade, com as Olimpíadas da Pesca Desportiva que tiveram lugar em Portugal, onde, sem a Federação ainda criada, apenas com uma carta do Ministério da Juventude e Desportos, nos foi dada a oportunidade de participar. A nossa inscrição provisória foi aceite pela Confederação Internacional de Pesca (CIPS-M) e pela na FIPS-M.Cantamos vitória! Apareceu a primeira Selecção Angolana de Pesca Desportiva. Desfilamos na cerimónia de abertura com a placa “Angola” e a Bandeira Nacional a esvoaçar.

Uma participação modesta nas diversas modalidades em que competimos, com destaque para o quarto lugar obtido na Pesca ao Corrico de Alto Mar, um recorde mundial em competição do pescador José Cardoso, com a captura de um peixe da espécie “Blue Marlin” com 397 Kg, que se mantém para a eternidade, pois as actuais regras não permitem a pesagem de qualquer pescado.Em 2008, ainda sem Federação criada – aguardávamos o enquadramento legal – voltámos a competir, sem estarmos preparados para tal. Fomos Campeões do Mundo.

Na realidade, ninguém sabia o que fazer com este título, não estávamos organizados, a sua divulgação foi quase nula, mas contribuiu muito para concluir todo o processo de legalização da FAPD.Em 2010, finalmente, foi formada a Federação Angolana de Pesca Desportiva (FAPD), que em conjunto com os Clubes e Equipas rapidamente dinamizou a modalidade, legalizou-a no foro internacional e as Selecções começaram a competir regularmente.2014 foi um ano fértil em vitórias, as primeiras em Abril na Costa Rica, com a Equipa Tudo Fish a vencer o Campeonato do Mundo de Equipas, e com Rafael Brigham, da formação Release, a receber o título de melhor Pescador Desportivo Mundial.

Finalmente, no passado sábado a Selecção Nacional conquistou de uma forma clara e competente o Campeonato de Mundo de Pesca de Alto Mar, em Vitória do Espírito Santo, assistindo-se os adversários dos outros países a ajustarem as suas técnicas às usadas pelo nosso combinado nacional. Estas vitórias assentaram fundamentalmente nos seguintes factores:

– A mudança do Campeonato do Mundo de Equipas do México para a Costa Rica, em 2013, passando as técnicas usadas na Costa Rica a ser bastante orientadoras para a nova forma de se encarar a Pesca Desportiva em Angola.– O aumento do número de praticantes, com uma enorme quantidade de Pescadores mais jovens a incorporarem as Equipas e a mesclarem as tecnologias adquiridas internacionalmente com as dos Pescadores Angolanos mais antigos e experientes.

– A nomeação de um Seleccionador Nacional, que estudou profundamente todos os factores do local da competição, adequando-os a uma participação com êxito do nosso combinado nacional, arriscando, independentemente das críticas, uma renovação drástica dos elementos que compuseram esta Selecção.

– Factores climatéricos, ou outros, que aumentaram significativamente a quantidade da espécie “Veleiro Atlântico” e outros peixes de bico, nas águas costeiras angolanas, para a qual sentimos a necessidade urgentemente de estudos e regulamentação que permitam a sua protecção contra a pesca industrial, conforme já aconteceu internacionalmente em toda a Costa Este e Oeste da América do Norte, Central e do Sul, encontrando-se agora a chamada pesca de “long liner” no espaço das faixas costeiras Africanas.Todos os títulos mundiais de 2014 pertencem a Angola. Este ano nada mais há para ganhar! Há dúvidas?
Horácio Pina, presidente do Clube Náutico da Ilha de Luanda

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