Jornal dos Desportos

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Opinio

Capital Moscovo e suas maravilhas

06 de Julho, 2018
Nesta minha presença na Rússia, quase me esquecia de incluir nos meus artigos um retrato sobre Moscovo, a cidade capital do país. E como o Mundial apressa-se a fechar cortinas e, antes que eu saia de cena, deixa que vos conte sobre este local bonito, acolhedor e bastante agradável.
É mais confortável nesta época de verão. Mas, acho que se for só porque faz mais calor e menos frio, para mim é tudo igual. Nos últimos dias está frio, húmido, mesmo sendo época de calor. Quando chove pior.
No hotel em que nos encontramos (eu e o colega Silvio Capuepue, da Rádio Cinco) o ambiente fica totalmente gelado, que só dá vontade de permanecer na cama.
Nesta época do ano, o sol chega muito cedo. Logo às quatro horas já o sol surge a espreitar. As pessoas levantam cedo.
Nas ruas já o trânsito é barulhento e o movimento das pessoas frenético. Uma cidade enorme. Onde os pacatos cidadãos partem desde cedo numa desenfreada busca pelos afazeres, entre corridas para o metro, autocarro ou comboio.
Ao final da tarde, tem óptimas coisas. Restaurantes e cafés animam as noites. Ah, e parques muito lindos. É verdade. Muito lindos mesmo. A cintura verde da cidade é impressionante. Para quem chega de avião, ainda a partir do alto, fica com a impressão de que Moscovo foi erguido no meio de uma floresta. São árvores por tudo que é canto.
Impressiona nas estradas os carros topo de gama. Consta que os russos são apaixonados por “máquinas” do mais alto gabarito. E é possível constatar isso mesmo.
São carros que nunca vi em Angola. Até dá a imagem de que por cá só existem ricos. É verdade. Dos Rolls Royce aos Lamborghini, Porsche, Ferraris e outros.
Há gente de toda a espécie. Desde os mais simpáticos aos extremamente antipaticos. Existe também os que não têm problemas em deixar perceber o seu lado racista e outros que sabem fingir melhor o problema...
É verdade, é claro, que - para a maioria das pessoas - a vida na Rússia não é um ciclo implacável de desgraça e miséria. Mas tem sido habitual pelas ruas cruzarmos com gente pedindo esmola, sobretudo senhoras.
A culinária é espectacular. Come-se bem por cá. O cardápio não difere muito do nosso. Existe dos melhores queijos, chouriços de fazer lamber os dedos e, pois claro, do melhor que se aprecie de vodka.
Os museus e galerias de Moscovo são de uma estrutura arquitectónica espectacular. O que é que se pode exigir a uma cidade recheada de opções? Absolutamente nada! Paulo Caculo, Moscovo

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