Jornal dos Desportos

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Opinio

Carto vermelho FAB!

04 de Julho, 2018
A terceira janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo da China, veio mais uma vez, a colocar a nu, o nível acentuado da desorganização, que, infelizmente, graça a actual direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), liderada por Helder Martins da Cruz \"Maneda\".
Depois de ter falhado, aquando da disputa da vigésima nona edição do Campeonato Africano das Nações de 2017, vulgo Afrobasket, em virtude de não ter criado as condições de trabalho para o cinco nacional, resultando daí, a participação desastrosa dos hendecacampeões africanos, \"Maneda\" e os seus pares voltaram a dar sinais, que não estão minimamente interessados em sair da desorganização a que estão submetidos, desde que assumiram as rédeas do órgão reitor da modalidade no país, isto em Março de 2017.O amadorismo da FAB, quase custou o afastamento prematuro da Selecção Nacional, da etapa derradeira para a Copa do Mundo de 2019.
Com o estágio abortado, alegadamente por falta de verbas, quando na realidade recebeu do Ministério da Juventude e Desportos (Minjud) mais de cinquenta e sete milhões de kwanzas (57.000.000.00 kz), a direcção da federação não foi capaz de criar um plano B, para a preparação do cinco nacional no país.
Partir para a cidade do Cairo, com apenas um jogo de controlo, foi, no mínimo, um suicídio, obrigando os jogadores a triplicarem esforços para conseguirem a tão almejada qualificação, para a fase seguinte da competição.
O nível de desorganização na FAB está tão acentuado, que mesmo depois de assumirem, publicamente, que a meta passaria em conseguir o passe de acesso a Copa do Mundo, eis que surge agora o seleccionador nacional, Will Voigt, a redefinir tudo, apontando agora o africano como principal meta, colocando o mundial em segundo plano.
O Executivo, via Ministério da Juventude e Desportos, sempre apoiou o desporto nacional e, mesmo nos dias que correm, onde a crise financeira mundial assolou igualmente o país, como resultado da queda do barril do petróleo no mercado internacional, os apoios continuam a surgir, claro está, não na mesma proporção dos anos das \"vacas gordas\".
O apelo feito pelo seleccionador nacional, Will Voigt, sobre o apoio que o Estado deve prestar ao basquetebol, foi de uma deselegância, o que revela que o técnico americano passou seguramente a mensagem dada por Helder Martins da Cruz \"Maneda\" e os seus colaboradores. Afinal, o Estado nunca deixou de apoiar o desporto, logo, este apelo não tem qualquer fundamento.
Melo Clemente

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