Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Certificado de mrito

27 de Março, 2015
Oxalá que não haja retrocesso. A liga era para ontem.

Decidimos ressuscitar um tema que foi varrido para o baixo do tapete sem se pedir a devida explicação à Federação Angolana de Futebol. Embora a direcção da Federação Angolana de Futebol seja gestora dos interesses do futebol nacional, nada no entanto impede que o Ministério da Juventude e Desportos peça explicações aos responsáveis da Federação Angolana de Futebol, sobretudo quando as suas decisões prejudicam o país.

A decisão de não disputar as eliminatórias de acesso aos Jogos Olímpicos é uma atitude que não devia ser tomada. A Federação Angolana de Futebol neste consulado está fazer o caminho inverso. Está fugir do caminho correcto.

Ou seja, o futebol de competição é de facto proprietário ou deve sê-lo sempre, porém é necessário que haja uma base de apoio do escalão principal. A opção de disputar as eliminatórias do CHAN, mais onerosas do que as eliminatórias dos Jogos Olímpicos, confirma o desinteresse total da gestão de Pedro Neto para com o futebol jovem. numa altura em que a Selecção Olímpica tem jogadores com maturidade competitiva e capazes de discutir essa eliminatória. Vetokele, Dolly Menga, Gelson, Ary Papel, Antonio Dominique e outros bons jogadores da Selecção de sub-17 podiam constituir um grupo forte.

Faz fé a informação de que membros da Federação Angolana de Futebol rezaram para a selecção de sub-17 não se qualificar para o CAN da categoria, de tal sorte que não esboçaram qualquer atitude para protestar contra a equipa da Costa do Marfim que utilizou no jogo de resposta jogadores com idades adulteradas.

A desculpa da Federação Angolana de Futebol de falta de verbas para disputar as eliminatórias não cabe na cabeça de ninguém. A menos que o Ministério da Juventude e Desportos tivesse obrigado a Federação Angolana de Futebol a optar entre jogar uma (CHAN) ou outra prova (Jogos Olímpicos).

Preterir os Jogos Olímpicos a favor do CHAN é fazer o caminho inverso que o nosso futebol necessita. O que se pretende é um trabalho sustentando, aturado, mas a Federação Angolana de Futebol quer manter o improviso, agora como regra.

Em face dessa montanha de problemas, quando o actual mandato já se encaminha para o fim, a pergunta que se coloca é que herança deixa. Ou noutro sentido, valeu a pena trocar Justino Fernandes por Pedro Neto?

Embora um tenha ficado mais tempo e outro esteja apenas no seu primeiro mandato, se me outorgassem algum mandato para responder a essa questão, diria “NÃO”, em maiúsculos precisamente. Pois desta gestão só colhemos situações assustadoras, que pouco valem ser recordadas.

Tenho dificuldade de eleger uma única acção dessa gestão que valha a pena registar como digna de arquivo. Foi nesse consultado que um jogador viu tantos cartões amarelos mas a equipa não sofreu qualquer sanção. É neste consulado que jogadores dos Palancas Negras foram impedidos de entrar em campo, quando já equipados, por situação administrativa.

A minha recomendação é que no final do mandato se dê um certificado de reconhecimento pelo empenho, e nada mais. É o melhor que pode acontecer ao futebol nacional, em particular às selecções nacionais.
Teixeira Cândido

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