Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Chegou a hora e vez dos nossos Palanquinhas!

26 de Outubro, 2019
Presente pela primeira vez na mais alta ronda do futebol mundial no seu historial, a nível dos escalões de Sub-17, Angola, como é óbvio, vai tentar o êxito na prova que arranca hoje no Brasil e que se estende até o dia 17 de Novembro do ano em curso.É verdade que o país tem já alguma experiência em Mundiais de Futebol, fruto das presenças inéditas das Selecções Nacionais de Sub-20 e de Honras, nas provas que se disputaram em 2002, na Argentina, e 2006, na Alemanha, respectivamente.
E volvidos vários anos destes dois feitos inéditos do futebol no país, cabe agora à Selecção de Sub-17, que se qualificou para o Mundial deste ano que arranca hoje no Brasil, as honras de elevar ao alto o nome e a Bandeira do país nas “Terras do Samba”.Os Palanquinhas, designação por que também é conhecida esta Selecção Nacional de Sub-17, têm a oportunidade de evidenciar o seu talento num país que é tradicionalmente conhecido como do futebol e onde curiosamente nasceu Edson Arantes do Nascimento “Pelé”, o rei de todos os tempos desta modalidade. Isso está mais do que claro.
Angola vai actuar no Grupo A, ao lado do anfitrião e tri-campeão, Brasil, com que joga no fecho da primeira fase a 1 de Novembro próximo, Canadá, na segunda jornada, e Nova Zelândia, no arranque do campeonato, dia 29 deste mês e às 20H00\' locais e meia-noite no país), respectivamente. São, para já, adversários que se apresentam como de elevado grau de dificuldade para a Selecção Nacional, que se estreia, como disse atrás, nessa alta-roda do futebol mundial. Mas é preciso não descartar a qualidade e talento dos jogadores angoanos, às ordens de Pedro Gonçalves, que também assume a Selecção de Honras. É verdade. Temos que reconhecer a capacidade destes bravos rapazes.
Também não se pode descurar, por outro lado, a boa prestação que o combinado nacional de Sub-17 teve no Campeonato Africano da categoria, que teve lugar em Abril último em Dar-es-Salaam, capital da Tanzânia.Na maior montra do futebol continental, a nível de Sub-17, Angola obteve um honroso terceiro lugar, que lhe abriu portas para participar neste Mundial de Futebol que começa este sábado nas “Terras do Samba” e que se estende até dia 17 de Novembro.
Nunca é demais também recordar que em Dar-Es-Salaam os angolanos confirmaram a sua quarta presença num CAN de Sub-17, depois de competir nas fases finais de 1997 (no Botswana), 1999 (Guiné Conacry) e de 2017 (Gabão), designadamente.E ficou mais do que claro, no CAN deste ano, o momento ascendente que a Selecção Nacional de Sub-17 vem evidenciando no seu futebol, isto depois de um sério aviso dado à concorrência com a conquista em 2018, em BelleVue, nas Ilhas Maurícias, da Taça COSAFA com equipa nacional do referido escalão.
E mais ainda: apesar de não lograrem a qualificação inédita à final no CAN de Dar-es-Salam os angolanos patentearam um futebol vistoso e digno de realce. Daí, é de se esperar, como é óbvio, que neste Mundial possam também dar o ar da sua graça.É inequívoco que Angola carimbou o passaporte para a fase final deste Campeonato do Mundo do Brasil com todo mérito e sem precisar favores de quem quer que fosse. Por essa razão, vai tentar honrar a sua presença na prova com uma campanha condigna.Não será, como se soe dizer, uma tarefa fácil para os pupilos do português Pedro Gonçalves, mas também convenhamos que se reconheça o talento de muito destes jogador que compõem a Selecção de Sub-17, que pode fazer a diferença.
Independentemente do que venha a ocorrer nesta fase inicial da prova, não se pode pôr de parte a velha máxima de que o futebol é uma caixinha de surpresas onde podem ocorrer três resultados: a vitória, que tem sempre um sabor especial, o empate, que no final das contas também sabe bem, e a derrota, que é o que todos procuram evitar. Os jogadores têm de perceber a equação de que no rei-futebol, tal como outras modalidades desportivas, tem que manter o “fair-play” como uma divisaNesse contexto, tem que se procurar ganhar os jogos com todo mérito e dignidade, assim como perder e saber aceitar esta condição, dentro das regras do “fair-play”.Tenho plena convicção de que Pedro Gonçalves, os seus mais directos colaboradores e bem assim como toda essa rapaziada, que compõe a Selecção Nacional de Sub-17, têm consciência da ingente missão que lhes reserva este Mundial do Brasil.
Por isso, vão tentar competir ao mais alto nível. Aliás, a participação que o grupo teve no Torneio Internacional de Desenvolvimento da UEFA/CAF, que teve lugar em Istambul, Turquia, em Setembro último, acabou por lhe conferir maior rodagem competitiva. Daí, resta esperar aquilo que pode ser a prestação do grupo que se encontra no Brasil, formado pelos jogadores Cambila, Geovani e Vicente (guarda-redes), Porfírio, Mimo, Tino, Afonso, Pablo e Gegé (defesas); Maestro, Domingos, Manilson, Pedro Banga, Beni, Netinho e Zine (médios), bem assim como por Capita, Nelinho, David, Abdoul e Zito Luvumbo (avançados). A ver vamos e bem haja rapazes!!!... Sérgio V.Dias

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