Jornal dos Desportos

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Opinio

Cidade de Benguela no centro das atenes

10 de Novembro, 2015
Depois de os Palancas Negras, versão doméstica, se terem apurado pela segunda vez, para a fase final do CHAN, que vai ocorrer no Rwanda, no próximo ano, o triunfo no torneio quadrangular internacional inserido nas comemorações do 40º aniversário da Independência Nacional, que se assinala amanhã, marca o início de um novo ciclo no seu historial.

Na competição em causa, que serviu de antecâmara para a última eliminatória africana de acesso à fase final do Mundial-2018, a ter lugar na Rússia, na qual Angola terá como opositora a selecção da África do Sul, com a primeira mão a ser disputada na próxima sexta-feira, no estádio de O'mbaca, em Benguela, Angola derrotou por 1-0, na abertura, a sua congénere da Namíbia, idêntico resultado com venceu na final a selecção da República do Congo Democrático.

A outra participante, foi a selecção nacional da Zâmbia. Essas selecções, em fase de reestruturação e rejuvenescimento, que também aproveitaram o torneio, tendo em conta os seus compromissos futuros, ofereceram o grau de dificuldade que no actual momento a selecção angolana necessita.

No torneio, embora se reconhece que em futebol nem sempre as coisas acontecem como se deseja, Romeu Filemon e seus colaboradores, que não apresentaram os jogadores convocados que actuam no estrangeiro, aproveitaram, como é lógico, para tirarem as ilações para a eliminatória com os “Bafana Bafana”, assim como para dar seguimento ao momento positivo que os Palancas Negras engrenaram em competições oficiais.

Por aquilo que observei, em algumas fases do jogo, os angolanos devem tentar melhorar as linhas de passe, quando em acção ofensiva, fazendo com que um dos “trincos” ou médio de cobertura, tenha maior liberdade de movimentação. Dessa forma, diminui-se o foço entre o sector intermediário e o ataque, que durante muito tempo, se observou nos dois jogos.

Quanto ao resto, as preocupações de menor monta, com a entrada dos “estrangeiros”, serão contornadas pela equipa técnica, que possui conhecimento bastante dos seus pupilos, com quem trabalha, faz tempo. É preciso ter em conta que mesmo em competições não oficiais, os triunfos servem para elevar os níveis de confiança e automatismo dos atletas.

Não obstante os Palancas Negras terem vencido o torneio, o seleccionador nacional, Romeu Filemon, mostrou ser um elemento de convicções próprias, deixando nas entrelinhas que será o responsável por tudo o que de mau possa acontecer no capítulo técnico, nos jogos que a representação angolana realizar sob o seu comando.
O seleccionador, colocou de lado a pressão, em forma de opinião, que sobre si se fez sentir em alguns círculos no que diz respeito a não chamada de alguns atletas, os quais, em sua opinião, não reúnem actualmente os requisitos para vestirem a camisola nacional.

Uma vez que raramente as convocatórias agradam a “gregos e a troianos”, é imperioso que o que acima está exposto, não seja entendido como um facto dissociado da corrente positiva que deve nortear todos os cidadãos nacionais em torno do melhor possível para que os objectivos dos representantes de todos os angolanos sejam alcançados.

É assim que se espera que o torneio tenha sido aproveitado para os angolanos tirarem ilações para a eliminatória contra os “Bafana Bafana”.
As fórmulas para que isso seja alcançado, não devem ser desenvolvidas apenas de Romeu Filemon e seus colaboradores, mas por todos que de forma directa ou indirecta estejam ligados ao projecto Selecção Nacional. É preciso não esquecer que angolanos já deram provas de maturidade em contornar possíveis dificuldades que se atravessaram no seu caminho, quer no desporto como nas diversas áreas da vida nacional.

Um factor que se apresenta importante, principalmente nesta fase que se abre para o futebol angolano, é que as pessoas devem evitar julgamentos e acusações precipitadas, sobre quem quer que seja. Longe de qualquer optimismo exacerbado ou de sentimento futurista, os cidadãos angolanos estão esperançosos que o projecto que está a ser desenvolvido por Romeu Filemon e seus colaboradores, devolva à modalidade rainha nacional, o seu lugar no contexto africano, onde num passado não muito longínquo, beneficiou de respeito e prestígio.

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