Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Cidade ecolgica

18 de Junho, 2018
A minha segunda passagem pela cidade de Moscovo deixa-me impressionado, não só pela grandeza que a cidade atingiu, 27 anos depois da minha estada, nos meus tempos de estudante, mas também o verde que esbanja.
Quase toda a cidade, para não dizer toda, está completamente envolvida em enormes extensões de florestas e jardins. Há, inclusive, bairros em que só são visíveis as pontas dos prédios, os mais altos, mas nenhuma das circunscrições se pode queixar de falta de oxigénio, tal é a profusão do verde na capital da Rússia. Nas minhas andanças pelo mundo, apenas a cidade de Nairobi me deixou tal impressão, acredito que o departamento das Nações Unidas que cuida de questões ambientais só não atribuiu um estatuto especial, e se calhar, atribuir-lhe um prémio pelo excelente trabalho do governo russo virado para criar um status propício para melhorar a qualidade de vida dos habitantes da sua capital.
Para quem viveu em Moscovo, nos finais dos anos oitenta, como eu, foi uma surpresa agradável encontrar a cidade que se tornou uma metrópole gigantesca, quase totalmente envolta por florestas e jardins, por tudo quanto é canto.
Ainda não andei sequer 50 por cento da grandiosa e magnífica cidade, mas de uma coisa tenho a certeza: é uma das mais verdes que já conheci, nas minhas andanças pela Europa e em outros recantos do mundo, pelo que só me resta atribuir-lhe o estatuto de Cidade Ecológica, com direito a reconhecimento mundial .
Amândio Clemente em Moscovo


NOMES DE JOGADORES
Rui em russo é um palavrão

Quanto a nomes de jogadores que participam no Campeonato do Mundo, o do guarda-redes Rui Patrício, da selecção portuguesa, deve ser o mais feio para o povo russo.
Vem à propósito, porque traduzido para a língua nativa, a designação Rui tem como tradução um palavrão. É um termo que significa o pénis. Algo como ‘cara***’. Ou até, noutro contexto, ‘vai-te f****’.
Por essa razão, a TV russa refere-se ao guarda-redes da Selecção Nacional de Portugal, apenas por Patrício, e até mesmo a grafia do primeiro nome é alterada.
A palavra Rui é tão feia, que em 2014 o presidente da Rússia, Vladimir Putin, aprovou uma lei que multa quem proferir a palavra. O indivíduo que for penalizado pode apanhar uma coima até 35 euros.

NIGÉRIA
Galinhas proibidas

Os adeptos nigerianos foram proibidos de realizar um dos seus mais tradicionais rituais de superstição, em apoio à selecção nacional, no Campeonato do Mundo.
Os apoiantes das Super Águias não puderam levar as “galinhas da sorte” ao Estádio de Kaliningrado, palco da estreia com a Croácia.
De acordo com o ministro da cultura, adeptos da Nigéria perguntaram se era possível levarem as galinhas para os estádios.
"Avisamos que não seria possível”, afirmou o ministro da cultura de Kaliningrado, Andrei Ermak, em entrevista à agência russa Interfax. O ministro, porém, garantiu que o Ministério vai indicar aos adeptos, as áreas em que o ritual pode ser realizado.
Em 2010, na África do Sul, a claque nigeriana também foi proibida de levar a galinha ao estádio. Na ocasião, a partida era com a Argentina, no Ellis Park, em Joanesburgo.

TREINADORES
Argentinos em maior número

A Argentina decepcionou ao empatar com a Islândia , na estreia no Campeonato do Mundo. Contudo, nem todos os argentinos estão focados no desempenho da selecção albiceleste. Isso, porque o país vizinho do Brasil é o que tem mais técnicos no Mundial. Além de Jorge Sampaoli, que comanda a equipa do país, outros quatro técnicos trabalham na Rússia. Ricardo Gareca chegou a treinar os brasileiros do Palmeiras, é o homem que está a frente da selecção do Peru, que volta a disputar um Mundial após 36 anos. José Pekerman é o técnico da selecção da Colômbia. Juan António Pizzi é naturalizado espanhol, comanda a Arábia Saudita. E, Héctor Cúper é o treinador do Egipto.
Cinco países vêm na segunda colocação, de mais comandantes, no Campeonato do Mundo. Alemanha, Espanha, França, Portugal e Colômbia têm dois técnicos cada na Rússia. Entre esses países, apenas a Colómbia não tem um treinador local à frente da sua selecção. Os colombianos Juan Carlos Osório e Hernán Darío Gómez comandam, respectivamente, o México e o Panamá.

Últimas Opinies

  • 18 de Outubro, 2018

    Principal objectivo est a ser cumprido

    Apesar da derrota diante da Mauritânia, na passada terça feira, em minha modesta opinião, a Seleção Nacional de Honras, Palancas Negras, está no bom  caminho, em função do nosso histórico nos últimos oito anos.

    Ler mais »

  • 18 de Outubro, 2018

    Citaes

    Agradeço a Angola Telecom a oferta de 650 mil UTT de saldo, que me permite comunicar.

    Ler mais »

  • 18 de Outubro, 2018

    Tudo complicado

    A derrota averbada pela Selecção Nacional de futebol, na terça-feira, em Nouakchott, convida-nos a um exercício matemático sobre as possibilidades que restam para a qualificação ao Campeonato Africano das Nações de 2019, nos Camarões. Dizer que a qualificação passa, por ora, a ser uma miragem, pode infundir algum pessimismo exacerbado. Mas, aferir que ela ficou um pouco comprometida, não seria nenhuma mentira.

    Ler mais »

  • 15 de Outubro, 2018

    Pelo desporto adaptado!

    Nda kukuete cimue ñe watungila ondjo? As manhãs de 1 de Janeiro foram as mais divertidas de sempre e de rica memória para mim. Cançonetes bem harmoniosas, executadas por gentes que não fazíamos ideias de onde vinham, acordavam-nos e davam-nos a boa disposição para começar o ano. 

    Ler mais »

  • 15 de Outubro, 2018

    Herv Renard basta!

    O País nunca engoliu a saída abrupta do treinador francês Hervê Renard, por falta de pagamento dos seus salários. Para os dirigentes do futebol nacional, deixar um treinador ou jogador com dois ou três meses de salário é normal.

    Ler mais »

Ver todas »