Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Clssico centraliza as atenes

06 de Abril, 2017
O próximo sábado será um dia especial para os amantes do futebol, já que estarão frente a frente duas das equipas mais mediáticas do desporto rei. O estádio 11 de Novembro vai receber o aliciante Petro de Luanda-1º de Agosto, jogo que é considerado uma das rivalidades mais frutíferas do futebol angolano.

Os encontros entre os petrolíferos e os militares do rio seco são, por norma, alguns dos jogos mais intensos entre equipas angolanas. A rivalidade entre as duas equipas está omnipresente e já trouxe grandes momentos ao futebol nacional. Este sábado, no relvado do 11 de Novembro, a história de embates das duas equipas vai conhecer mais um capítulo, desta para a jornada nove do Girabola.

Quando pensamos na grandeza do futebol nacional, é possível imaginar uma infinidade de grandes jogos, em função dos seus intervenientes. Com isso formam-se marcantes rivalidades, que marcam sempre estes grandes jogos e um grande interesse não apenas dos amantes da modalidade mas também dos adeptos das referidas equipas. Tudo isso será visível no próximo sábado, no Município de Belas.

É um jogo muito importante para os dois clubes. No entanto, clássico é clássico e não há favoritos. Serão detalhes a decidir os noventa minutos. Há vários jogadores de um lado e de outro que podem decidir este clássico, ter uma inspiração extra e muita qualidade. Pessoalmente acho que vai ser um jogo muito táctico.

Ninguém quer sair derrotado, presume-se. É por isso também que as gargantas mais diplomáticas fazem os seus palpites até a bola começar a dançar no relvado do 11 de Novembro.

Sem ignorar o pré-jogo, podemos, com bondade, fazer uma ponte, pensar no pós-duelo e perguntar: alguém saberá perder? Essa é outra pedra para partir, porque os adeptos das duas equipas não pensam noutra coisa senão na conquista dos três pontos, que, infelizmente, só um dos contendores pode beneficiar.

Estamos, por assim dizer, a 48 horas do pontapé de saída e quando assim acontece a naftalina sobe. Não apenas entre os jogadores, dos adeptos mas também de todos os actores. Aliás, é uma rotina à medida que se aproxima o início de cada jogo. Por isso mesmo é importante o controlo das emoções. Só que não será fácil, para os jogadores e todos os outros, incluindo os adeptos.

Na tabela classificativa as duas equipas estão separadas por apenas um ponto, com vantagem para a equipa do rio seco (19/18). O líder, o Kabuscorp, que terá pela frente o Interlube, soma mais um (20). Por aqui pode ver-se que nenhuma das equipas quer dar o braço a torcer. Mas também é legítimo dizer que nenhuma delas tem a vida facilitada, porque quem perder corre o risco ficar mais distante uma da outra.

Por outro lado é bom assinalar que será o primeiro teste de fogo para o 1º de Agosto, que ainda não defrontou uma equipa do “seu campeonato”, ao contrário do Petro que já mediu forças com o Kabuscorp e com o Recreativo do Libolo. Em função das derrotas averbadas com estes dois candidatos, não creio que a equipa do catetão queira averbar a terceira derrota.

A acontecer, a vida ficaria mais complicada para os objectivo traçados pela direcção do clube, que se resumem na conquista do título. O calendário do 1º de Agosto, que, diga-se, está longe do demonstrado a temporada passada, é mais difícil, comparado aos dos seus concorrentes na luta pelo título. Joga sábado com o Petro, seguem-se o Progresso do Sambizanga, Recreativo do Libolo, Kabuscorp, dentre outros. Uma derrota, no sábado, as contas da revalidação do título ficarão mais cinzentas.

É considerado, por muitos, como o melhor jogo do futebol nacional, pela grande rivalidade que o caracteriza. E os clássicos marcam sempre os seus intervenientes, porque é sempre um prazer fazer parte dele.
Policarpo da Rosa

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