Jornal dos Desportos

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Opinio

Clssico 78: Jogo do ttulo

04 de Abril, 2019
O jogo entre militares e petrolíferos agendado para o próximo domingo, 7 de Abril, no Estádio 11 de Novembro, está a ser aguardado com grande expectativa pelos amantes do futebol nacional, pois está em causa o título nacional da época 2018/2019. A grande questão é: quem vencerá este duelo? Nos últimos seis anos ou mais, os petrolíferos não vencem os militares em jogos para o Girabola. A única vez que o fizeram foi em 2017, para a Taça de Angola.
Isto implica dizer, que os militares têm levado da melhor sobre a equipa do Catetão. No entanto, este pormenor pode ser determinante na atitude em campo dos jogadores do Petro de Luanda, já que poderá funcionar como motivo de vingança ou de reviravolta no rumo dos acontecimentos. O Petro está a dez anos sem ganhar o campeonato nacional. Em contra partida o seu maior rival, o 1º de Agosto, que também viveu um período similar de jejum de títulos, isto de 2006 a 2016, tem estado a ganhar terreno no que a conquista de títulos diz respeito.
O Petro de Luanda é o campeão dos campeões em Angola com 15 títulos conquistados, ao passo que o 1º de Agosto tem menos três. Ou seja, 12 títulos. Este ano, os militares pretendem encurtar ainda mais a distância entre ambos e tudo têm feito para atingir o objectivo. Fazendo uma análise realística, em função da produção de cada equipa, a que conclusão podemos chegar? Não é novidade para ninguém que, nos últimos três anos, os militares têm dominado o futebol nacional, tendo conquistado três títulos consecutivos.
Além do mais, tecnicamente os pupilos de Dragan Jovic, têm demonstrado ser dos melhores que os demais do nosso Girabola. Jogadores como Tony Cabaça, Neblu, Isaque, Paizo, Dani Massunguna, Bwá, Bobó, Show, Macaia, Ary Papel e outros, estão entre estes. Por isso, não foi em vão que, em 2018, os militares chegaram às meias-finais da Liga dos Campeões de África e estão entre as cinco melhores equipas do continente. Tudo isto é fruto de um grande investimento feito pela direcção do clube do \"Rio Seco\", muito bem liderada por Carlos Hendrick.
Em função da produção que cada equipa fez até ao momento, os militares estão em clara vantagem, pois até agora é a única equipa que ainda não perdeu um jogo sequer. Aliás, nos últimos anos, o 1º de Agosto é das equipas que menos perde no Girabola, tendo em média uma derrota por época!
Independentemente dos três pontos, que lhes foram retirados pela Federação Angolana de Futebol (FAF), que, em minha opinião, foi mais por prepotência do Conselho de Disciplina, do que por motivos juridicamente válidos, pois nada foi provado de que houve combinação do resultado no jogo contra o Desportivo da Huila, os rubro-negros têm potencial para ultrapassar este obstáculo, sem problemas absolutamente nenhuns.
Portanto, tudo indica que o 1º de Agosto é o mais sério candidato à vitória do jogo do próximo domingo, porque teoricamente está mais forte que o seu adversário. Além do mais, os militares sabem que, perdendo este desafio, o sonho da conquista inédita do tetra campeonato pode terminar aí, pois os petrolíferos ainda têm dois jogos em atraso e por isso com probabilidades de somarem mais seis pontos.
A acontecer uma vitória do Petro teriamos a seguinte situação: atendendo que este texto foi feito antes da realização do jogo entre o Maquis e o Petro, caso os petrolíferos vençam os maquizardes somam 43 pontos. Vencendo o 1º de Agosto no domingo, farão 46 pontos; vencendo os dois jogos em atraso totalizam 52 pontos e ficariam a cinco dos militares.
Este provável cenário só pode ser evitado, se os militares vencerem o clássico número 78 no próximo domingo, resultando na seguinte situação: 1º de Agosto continuaria em primeiro lugar com 50 pontos e o Petro em segundo com 43. Assim sendo, ao Petro até um empate pode servir, pois deixariam as coisas na mesma, isto é 1º de Agosto somaria 48 pontos e os petrolíferos 44 que, adicionados aos seis prováveis pontos dos jogos em atraso, totalizariam 50 pontos, abrindo um fosso de dois preciosos pontos sobre os militares.
Em função dos pressupostos acima avançados, podemos ver que o jogo de domingo tem tudo para ser considerado o jogo do título. Além disso, estarão em campo grandes personagens do nosso futebol, como o Job, Tiago Azulão, Manguxi, Carlinhos e outros do lado petrolífero. Do lado dos militares já avancei alguns nomes sonantes.
Sim, temos tudo para ver um grande “trumuno”. Entretanto, queremos apelar aos adeptos das duas equipas a pautarem pelo fair play, pelo bom comportamento. Não nos esqueçamos do que aconteceu em 2017 no Estádio 4 de Janeiro, no Uíge. Todos temos de contribuir para a nossa própria segurança
O jogo entre militares e petrolíferos agendado para o próximo domingo, 7 de Abril, no Estádio 11 de Novembro, está a ser aguardado com grande expectativa pelos amantes do futebol nacional, pois está em causa o título nacional da época 2018/2019. A grande questão é: quem vencerá este duelo? Nos últimos seis anos ou mais, os petrolíferos não vencem os militares em jogos para o Girabola. A única vez que o fizeram foi em 2017, para a Taça de Angola.
Isto implica dizer, que os militares têm levado da melhor sobre a equipa do Catetão. No entanto, este pormenor pode ser determinante na atitude em campo dos jogadores do Petro de Luanda, já que poderá funcionar como motivo de vingança ou de reviravolta no rumo dos acontecimentos. O Petro está a dez anos sem ganhar o campeonato nacional. Em contra partida o seu maior rival, o 1º de Agosto, que também viveu um período similar de jejum de títulos, isto de 2006 a 2016, tem estado a ganhar terreno no que a conquista de títulos diz respeito.
O Petro de Luanda é o campeão dos campeões em Angola com 15 títulos conquistados, ao passo que o 1º de Agosto tem menos três. Ou seja, 12 títulos. Este ano, os militares pretendem encurtar ainda mais a distância entre ambos e tudo têm feito para atingir o objectivo.
Fazendo uma análise realística, em função da produção de cada equipa, a que conclusão podemos chegar? Não é novidade para ninguém que, nos últimos três anos, os militares têm dominado o futebol nacional, tendo conquistado três títulos consecutivos. Augusto Fernandes

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