Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Clssico do fim-de-semana e a persistncia do Kabuscorp

11 de Abril, 2019
Esgotadas (?) as abordagens em torno do clássico do fim-de-semana, entre Petro de Luanda e 1º de Agosto, abre-se espaço para outros temas de conversa, que é o que nunca falta no mundo do desporto, prenhe de acontecimentos e talvez resida nisso, a razão de quem diz que “em termos de acontecimentos com valor noticioso, o desporto é mais fértil que a política, na expressão pura do termo”.
Abre-se um parêntesis, para satisfazer o pedido de certos amigos que nos solicitaram algumas linhas sobre o jogo acima citado, pelo que julgamos oportuno, antes de mais, agradecer a preferência ao que escrevemos, o que muito nos motiva e incentiva a prosseguir nesta senda, passe a vanglória.
Acima de tudo, saudamos o bom jogo realizado pelas duas equipas, que repartiram o domínio em vários momentos do jogo, sem que de facto alguma levasse vantagem, em termos de ocasiões claras de golo, que foram quase inexistentes.
Convém-nos (ainda) dizer, mau grado \"São Pedro\", o padroeiro da chuva, ter se manifestado de forma áurea no dia do jogo, que inviabilizou em muitas ocasiões a fluidez do futebol, que os “artistas” das duas equipas são capazes de promover com melhor qualidade e não fosse isso, o resultado podia ter sido outro, favorável a qualquer uma das antagonistas, que não seria crime nenhum.
Tal facto, prova que Petro de Luanda e 1º de Agosto são, merecidamente, os maiores emblemas do futebol angolano, por esta razão, obrigam-se a fazer sempre mais e melhor em prol do desenvolvimento da modalidade em particular e do desporto no geral.
A evocada postura alinha-se à necessidade de se exigir mais profissionalismo à todos os intervenientes da cadeia desportiva e evitar situações como a que sinalizamos como negativas, relacionadas com a presença de fatos impermeáveis aos treinadores e demais elementos nos bancos de suplentes, que enfrentaram a chuva, com o risco de contrair doença, como a gripe, por exemplo.
Noves fora isso, - será um aspecto de menor importância ?-, para a história fica o nulo, mais um, que deixa aberta as contas do presente Girabola, no que tange à corrida para o troféu, pelo qual o clube militar apenas depende de si, contrariamente aos petrolíferos, que para lá dos resultados que vierem a obter, devem rezar por um desaire dos “soldados” do general Carlos Hendrick.
Convém dizer, caso as duas equipas obtenham resultados iguais, até ao fim do Girabola, contando que o Petro vença os dois jogos que tem em atraso, a galeria do clube do Rio Seco, à Maianga, será, mais uma vez, a residência do maior troféu do nosso futebol.
Os factores acima referenciados deixam a turma militar com mais conforto na corrida à conquista do “tetra”, que a acontecer, será o primeiro na sua história. Entretanto, há espaço neste texto para falar da persistência do Kabuscorp do Palanca, equipa cuja imagem de marca é, sem margem de dúvidas, o seu proprietário, Bento Kangamba, à quem enviamos uma abraço de camaradagem pela audácia com que tem sabido lidar com as intempéries, que a sua equipa enfrenta nesta época.
Sem considerar as razões objectivas que sustentam as decisões que a Federação Angolana de Futebol está a tomar contra a equipa do Palanca, marcadas por retiradas de pontos, a persistência da equipa cuja resposta em campo está a ser um exemplo de profissionalismo, merece de todos uma ovação e a conclusão de que de facto, Bento Kangamba é um homem que vive e transpira futebol.
Muito nos honraria, que outros tantos “pseudo” endinheirados da nossa praça, -muitos feitos à custa da delapidação do bem público -, estivessem no e pelo desporto, com a mesma veia e disposição que o patrono do clube do Palanca, pelo valor social, económico e cultural do desporto, pelo que bem -haja, Bento Kangamba. Carlos Caolngo

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