Jornal dos Desportos

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Opinio

Colossos embalam no topo da tabela

19 de Maio, 2018
À passagem da 15ª e última jornada do primeiro turno do Campeonato de Futebol da I Divisão, que ficou amputada pela não realização do jogo Cuando Cubango FC – 1º de Agosto, devido o engajamento dos militares nas Afrotaças, a disputa da prova torna-se animada. Isto sobretudo no topo da tabela de classificação, onde o Interclube mantém-se de “pedra e cal” na liderança com 26 pontos, ainda que à condição.
Os polícias perderam, diga-se de passagem, algum terreno, depois de derrotados nos confrontos frente ao 1º de Agosto e Petro de Luanda, permitindo, em consequência disso, que estes dois colossos do futebol nacional se aproximassem de si na liderança.
A turma militar do “rio seco” e a tricolor do “eixo-viário” podem ver, neste fim-de-semana, encurtada para três pontos a desvantagem em relação o líder Interclube, em caso de vitória hoje e amanhã nos duelos diante do 1º de Maio e Kabuscorp do Palanca.
D’Agosto e Petro de Luanda partilham, nesse momento, o 2º e 3º postos da tabela de classificação geral com 21 pontos cada, podendo, daí, reforçar a perseguição que vêm encetando sobre os polícias, que são, por ora à condição, campeões do primeiro turno.
Além do jogo desta tarde, válido para segunda jornada, com o 1º de Maio, no Estádio Edelfrides Costa Palhares “Miau”, em Benguela, e o da 15ª, diante do Cuando Cubango FC, em Menongue, a turma do “rio seco” tem ainda por disputar outros dois em atraso.
Um destes é com o Sagrada Esperança da Lunda-Norte e o outro com o Sporting de Cabinda. Ambos jogos não se disputaram na devida altura face ao engajamento da equipa treinada por Zoran Maki nos dois desafios das preliminares de acesso à fase de grupo da 22ª edição da Liga dos Clubes Campeões Africanos.
É importante lembrar que para chegar a esta fase de grupos da 22ª edição da Liga dos Clubes Campeões Africanos o 1º de Agosto afastou na primeira eliminatória o FC Platinium do Zimbabwe, com um agregado de 5-1 no cômputo das duas mãos.
Já na segunda tirou do caminho o Bidvest Wits da África do Sul, um adversário mais ousado, vencendo o jogo da primeira-mão, em casa, por 1-0, indo depois ao reduto deste perder pelo mesmo score e daí o recurso às grandes penalidades, onde foi mais feliz.
Já na na disputa da fase de grupos, o d’Agosto empatou 1-1 com o Étoile du Sahel da Tunísia, na primeira ronda, em casa, e na segunda, disputada terça-feira última, baqueou aos pés Mbabane Swallows de eSwatini (ex-Swazilândia).
Portanto depois do empate e derrota nesta caminhada do Grupo D da “Champions League”, à turma militar não resta outra alternativa senão a de procurar sair-se bem nos quatro jogos que tem em atraso para desse modo fechar o primeiro turno como campeã.
É uma tarefa que se apresenta teoricamente como possível, mas ainda assim terá de contar com a forte concorrência do arqui-rival Petro de Luanda, que tem também por disputar além do jogo com Kabuscorp, amanhã, um outro com o Sporting de Cabinda. O Petro esteve também engajado nas Afrotaças, mas viu o seu sonho de chegar à fase de grupos da Taça da Confederação ofuscar-se ao perder na segunda eliminatória de acesso a esta frente ao Supersport United da África do Sul, por um agregado de 1-2.
E mais ainda: quer o 1º de Agosto, quer o Petro de Luanda, demoraram algum tempo para ganhar embalo na presente edição desta maior prova do futebol nacional, que ganhou nos últimos anos o cognome de Girabola Zap.
Para lá desta disputa no topo que envolve além dos polícias, os arqui-rivais 1º de Agosto e Petro de Luanda, há outros motivos de interesse nessa discussão acérrima que o Girabola conhece, à passagem da 15ª jornada e última da primeira volta da competição.
Nesse sentido, merece destaque também a prestação das equipas da Académica do Lobito e do Clube Desportivo da Huíla (CDH), que fecharam o primeiro turno com 20 pontos e partilhando, em consequência disso, o 4º e 5º postos da tabela classificativa.
O Kabuscorp dos Palanca, por seu turno, que esteve durante largo período da prova nos lugares do topo, viu num ápice ser-lhe retirado seis pontos pela Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA).
Tudo isto por causa de um diferendo que a equipa presidida por Bento Kangamba tem em relação ao brasileiro Rivaldo, que foi campeão mundial pelo seu país, chegou a envergar a camisola dos palanquinos e acusa a estes de uma dívida de 750 mil dólares.
De resto, nota de realce vai também para o equilíbrio pontual que se verifica entre as equipas que se encontra no meio da tabela de classificação.
A justificar o facto estão os dezasseis pontos partilhados pelas equipas do Progresso do Sambizanga, Sporting de Cabinda, FC Bravos do Maquis do Moxico e Recreativo do Libolo, que ocupam sucessivamente pela mesma ordem o 7º, 8º, 9º e 10º postos.
O Sagrada Esperança aparece num degrau abaixo, ou seja na 11ª posição com 15 pontos, seguindo-se-lhe nos lugares imediatos o 1º de Maio de Benguela e o Cuando Cubango FC, com 14 cada, respectivamente.
O Clube Recreativo da Caála do Huambo está na 14ª posição, com doze pontos, ao passo que o Domant FC de Bula Atumba do Bengo segura hoje a “lanterna-vermelha” da prova com 11, por força da desistência do JGM.
Esta formação, que actuou em representação igualmente da província do Huambo, desistiu por alegada incapacidade financeira, facto que obrigou a retirar a pontuação das equipas que consigo logram vencer ou empatar os jogos.
No tocante ainda a essa desistência da equipa planáltica, penso que deveria haver uma punição severa do órgão reitor do futebol nacional, porquanto depois das alegadas ameaças de desistências em 2017, a sua direcção veio no início desta época manifestar ter todo aparato organizado para participar sem sobressaltos. E tal acorreu numa situação em que havia equipas relegadas ao escalão secundário, com mais chances de aguentarem o ritmo de uma prova como é o nosso Girabola Zap!!!...

Sérgio V. Dias

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