Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Com marketing desportivo no se brinca!

25 de Setembro, 2017
Estimados leitores, permitam-me começar a abordagem do artigo com um ponto prévio. Nos últimos tempos, tenho sido frequentemente abordado e muitas vezes questionado, quer através das redes sociais (com maior destaque para a minha conta pessoal no Facebook) quer em círculos restritos ou informativos na mídia, nas vestes de comentador residente, numa das estações de rádio, para tecer algumas considerações sobre o estado do marketing desportivo em Angola, se por um lado deve-se ou não colocar em causa o profissionalismo dos marketeers ligados aos clubes e federações desportivas, ou que exerçam suas actividades na área desportiva, e por outro lado, sobre o que deveria ser feito pelo marketing desportivo em Angola, hoje em dia!Nas minhas considerações e abordagens, tenho deixado bem claro e também de forma óbvia, o seguinte:

Primeiro: Não me compete fazer avaliações a esse nível, porque podem ser injustas e subjectivas. A questão coloca-se sempre em saber o que fizeram ou fazem as direcções dos clubes e federações desportivas para formarem e profissionalizarem os seus departamentos de marketing, conjugado com a actuação dos responsáveis que lá labutam. Afinal, como em qualquer outra profissão, quem não sabe, quem não tem ferramentas, quem não têm competências, não pode produzir bons resultados.

Segundo: Se nos concentrarmos exclusivamente no conteúdo do conceito demarketing, facilmente pode-se concluir que as diferentes ferramentas que a compõe se destinam a criar no consumidor, no cliente seja o fiel ou o potencial ideias e comportamentos que façam pensar e actuar em determinado sentido, o sentido proposto pela campanha de marketing,bem como suas respectivas as acções e activações.

Hoje, os consumidores se preocupam muito mais com a experiência que terão ao adquirir um produto ou serviço. Isso quer dizer que apenas demonstrar os benefícios dele já não basta, é preciso oferecer algo mais, encantá-los de alguma forma. E o marketing desportivo tem como propósito enaltecer e reforçar ainda mais as sensações únicas trazidas pela paixão à modalidade favorita daquele público.

Por isso é fundamental, que todo o planejamento e estratégias, estudados e propostos para a referida campanha tenham uma linha clara, alinhada e uniforme, para que o consumidor final, se identifique e reveja nela e aceite actuar no sentido do que o produto/e/ou os serviços lhe possam oferecer.

Terceiro: Dito isto facilmente posso concluir, numa primeira impressão, baseado em análises e observações feitas na actuação real dos players do marketing desportivo em Angola e não tanto nos “discursos oficiais e oficiosos “ por quem pensa que entende da matéria (que são objectáveis de terem uma margem de erro ou nível de confiança assim – assim, afinal ninguém é infalível), que é preciso arrumar toda a desordem e incoerência patente no marketing desportivo em Angola, que junta e mistura problemas de imagem e comunicação, com uma reforçada “dose” suficientemente forte de falta ou ausência de um produto atractivo, rentável,capaz de gerar valor, mas principalmente satisfação, encanto e interesse para quem deseja consumir!

Só um “choque daqueles que cura e não mata”, mediante uma implantação política forte de estratégia para o marketing no desporto em Angola, nos irá tirar do caminho do ensobrado do desporto nacional, tão dependente via directa ou indirecta do Orçamento Geral do Estado!
Prontos, por hoje era só isso!*Mentor e gestor executivo do Fórum Marketing Desportivo.

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