Jornal dos Desportos

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Opinio

Com vontade de Deus sem...Cabaa de feitio!

24 de Setembro, 2018
Deixem-me,propositadamente, apresentar-vos, augusto leitores, que este senhor da fotografia, à direita desta página, é o presidente do TP Mazembe , o senhor Moise Katumbi, o tal que até estava para concorrer às eleições na República Democrática do Congo. A sua reacção, na sexta-feira passada, explica aos mais cépticos e incrédulos, como é que a sua equipa jogou e perdeu. Ele até fala de vontade de Deus na eliminação da sua equipa e, portanto, o nosso Tony...Cabaça não e nome de feitiço só porque heroicamente jogou como jogou naquela sexta feira que o País parou devido ao jogo do nosso embaixador na Liga, o 1º de Agosto. Cabaça...que eu saiba, entre os quimbundos é um utensílio de origem vegetal, não bem redondo como a bola, mas algo oval, que conserva, às vezes, muito bem, água refrescante para quem, por exemplo, deseja saciar a sede para ter a a cabeça fria para agir. E o nosso Cabaça, na sexta-feira passada, teve cabeça fresca, para pensar e agir ( e, vejam só, meus senhores... duas vezes a defender) aqueles fogosos e incendiários remates de penáltis feitos pelos congoleses Malango e Mputo Mabi, aos 11º e 33º minutos do jogo:Tony sem receito de \"bola de fogo\" não defendeu. Não foi defesa de feitiço, conforme poderão estar a \"sabular\" alguns adeptos, de cá e de lá, os tais que não morrem de amores pela equipa militar. Aliás, o próprio presidente do TP Mazembe, foi muito claro no seguinte: \"No futebol, tudo pode acontecer. Foi um dia de zero a zero em Luanda e em Lubumbashi, das oportunidades que obtivemos marcámos apenas um golo. O que mais posso dizer, excepto que foi a vontade de Deus?\".... Além de falar da vontade de Deus a favor do 1º de Agosto, ainda disse coisa boa: \"Eu não acuso nem condeno algum jogador. Aceito essa eliminação e penso rapidamente no futuro com confiança. É verdade que é um golpe para a equipa e os torcedores, mas a realidade é que a Liga dos Campeões de 2018 continuará sem o TP Mazembe. Vamos nos concentrar no campeonato nacional que já está a começar neste final de semana\". Fica ssim claro que o guarda-redes do 1º de Agosto, para ter decidido, como decidiu o jogo, com as suas impressões digitais na bola do jogo; com aquelas duas espectaculares de defesa...é porque teve reflexos. Ele não precipitou-se; \"advinhou\" o ângulo desenhado por aqueles dois jogadores do TP Mazembe e, com flexibilidade, saltou e lançou-se para as duas defesas eficazes! Não é feitiço. Vimos é, isso sim, duas magistrais defesas de Cabaça! O resto, como já se disse desde aquela bem festejada sexta-feira, foi apenas alegria que se tornou fanfarra e farra rija para todos os agostinos e adeptos de outros clubes; acho que todos os angolanos até hoje, segunda-feira, estão tremendamente orgulhos com o feito na equipa, que ontem, domingo, desembarcou em grande em Luanda, onde recebeu um manho de multidão. É assim mesmo. Na hora \"H\", todos os angolanos foram...e são do 1º de Agosto! Quem deve estar a pensar, incrédulo, em feitiço, devido à eliminação, é o próprio TP Mazembe que, naquele dia, abusivamente já tinha levado ao estádio o champanhe da qualificação às meias finais, o que foi errado. É certo que o primeiro golo apontado por Kamlondo deu alento e alvitre de que a qualificação estava perto, quase favas contadas como diria o outro, mas, tendo o 1º de Agosto respondido com aquele portentoso golo rubricado de pé esquerdo por Mongo Bokamba, ficava escrito que o taco a taco se vislumbraria até ao fim. E no fim o TP Mazembe ficou \"africanamente\" atónito, ainda por cima em casa, onde, a estas hora, deve estar ainda a rogar e atirar espinhos a \"feiticeiros\" congoleses que nada fizeram para que o Todo-Poderoso TP Mazembe avançasse... sobretudo depois de ter saído de Luanda galvanizado com um empate a zero. O TP Mazembe não se revelou, como de costume, uma equipa demolidora no terreno de jogo. Fazia-o, quer em casa quer fora de portas. Desta vez permitiu que o 1º de Agosto jogue as meias-finais com o Esperance de Túnis. Justamente este Esperance que (lembram-se ainda?) no ano de 1998 , na final da extinta Taça dos Vencedores das Taças, levou a melhor sobre o 1º de Agosto no Estádio da Cidadela. A culpa, na altura, foi atribuída ( mas no futebol é mesmo assim) ao o médio Assis, porque havia uma grande penalidade quando as equipas estavam mpatadas a um golo, à passagem do minuto 85 ele atirou para o \"nada\". Só uma vitória por 2-0 servia para os militares conquistarem a taça, depois da derrota por 1-3, em casa do adversário, no jogo da primeira \"mão”. O 1º de Agosto todo e o País, chorou, a bem chorar, na altura. Temos de puxar desta vez pelos nossos embaixadores no sentido de estarmos na final e, aqui, erguermos o troféu. O País persegue, há decadas, o sonho de campeão na Liga.
António Félix

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