Jornal dos Desportos

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Opinio

Combater a corrupo na alta competio

07 de Junho, 2018
Desportivamente falando, quando alguém induz ou influencia alguém para agir em seu favor com a finalidade de obter vantagens em relação a outros, consciente ou inconscientemente essa pessoa está a praticar a corrupção. O acto de corromper é antigo, pode dizer-se, que anda de mãos dadas com a humanidade desde os primórdios. Em certos casos, a corrupção pode ser tão grave a ponto de prejudicar uma nação inteira.
Desportivamente falando, muito já se escreveu, falou, opinou, sobre este grande mal, e como acabar com ele? A verdade é que a cada dia que passa, parece-nos que a corrupção no desporto ganha mais adeptos.
Temos de reconhecer, que ao redor do Mundo muito se faz para acabar com este grande mal. Aliás, em Angola, um dos grandes objectivos supremos do titular do Poder Executivo, e ele acredita que consegue, é acabar com a corrupção.
Entretanto, apesar dos esforços feitos nesta direcção, parece-nos que o vírus da corrupção continua gordinho, por um erro que se comete com muita constância, segundo o treinador de basquetebol do Asa, Carlos Dinis, em entrevista à Radio 5.
O categorizado treinador mostrou-se agastado com a forma que a justiça no geral actua em caos de corrupção, por apresentar ou julgar apenas o corrompido e não o corruptor! Fala-se sempre de corrupção na arbitragem, de jogadores que foram corrompidos, dificilmente se apresenta os corruptores.
Há anos, tivemos um caso, em que o presidente de um clube angolano, no caso o jovem Horácio Mosquito, do Recreativo da Caála, assumiu publicamente que ele mesmo tinha corrompido um arbitro e estava disposto a abrir o jogo todo sobre a questão, para o efeito marcou uma conferência de imprensa.
A verdade, porém, é que até hoje o homem não passou da intenção, o que por si, só pode indiciar que para alguns não convinha que tal verdade fosse exposta ou aberta, em função do “calibre ou do peso” das pessoas provavelmente envolvidas. Muito recentemente, tivemos o caso que envolvia a arbitra Maximina Bernardo que foi suspensa, por supostamente ser corrompida por alguns responsáveis do Benfica de Luanda, no Girabola de 2015.
É verdade que os dois actores ( o corruptor e o corrompido ) foram punidos, embora, tardiamente. Já foi muito bom o caso ter sido descoberto e se a memória não me atraiçoa , pela primeira vez desportivamente falando, o corruptor que é o mal a ser combatido, foi exposto e punido.
Entretanto, a grande questão é: é possível a acabar com a corrupção no desporto? Para respondermos à questão, primeiro, temos de saber o porque é que algumas pessoas recorrem à corrupção.
Tendo em atenção o significado de corrupção ou o acto que conduz à esta definição no contexto desportivo, conforme expresso no primeiro parágrafo deste texto, vemos que o grande objectivo do corruptor é ganhar vantagem em relação a outros.
Assim, o corruptor como está envolvido em alta competição é movido pelo orgulho e desejo de vencer, consequentemente, receber as honras e os benéficos de um vencedor.
Portanto, o orgulho ganancioso e porque a maior parte das pessoas o aprova, comanda o corruptor e ele agi como alguém telecomandado.
Portanto, é preciso muita força moral baseada em elevadas normas de conduta, para uma pessoa resistir à tentação de corromper ou ser corrompido, e isto, é impossível num ambiente desonesto e competitivo como é o desporto de alta competição, de prejudicar uma nação inteira.
Desportivamente falando, muito já se escreveu, falou, opinou, sobre este grande mal e como acabar com ele!? Mas a verdade é que a cada dia que passa, parece-nos que a corrupção no desporto ganha mais adeptos.
Temos de reconhecer que ao redor do Mundo, muito se faz para acabar com este grande mal, a corrupção no desporto de alta competição?
Augusto Fernandes




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