Jornal dos Desportos

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Opinio

Comear em Benguela para terminar na Rssia

13 de Novembro, 2015
Hoje às 1 h30 os Palancas Negras, que apenas estiveram ao longo da sua história só estiveram num Mundial,o da Alemanha em 2006, começam outra corrida, procurando lograr a qualificação para o Campeonato do Mundo que a potência política e económica que é a Rússuia organizará pela primeira vez em 2018

Ttrata-se de um grande desafio para a equipa oriantada pelo selecionador nacional, Romeu Fileomon que, desde a sua indicação em Fevereiro de 2014 está a dar boa conta da missão, porque, verdade seja dita, já conseguiu apurar os Palancas Negras para o CHAN de 2016 no Ruanda, cujo sorteio acontece na segunda feira, e obter bons resultados na corrida ao CAN de 2017, no Gabão, já que neste momento estão à frente do seu grupo.

Motivo para, assim, se dizer que até aqui Romeu Filemon está a dar as cartas e é isto que o presidente da Federação Angolana de Futebol, Pedro Neto, o solicitou depois de olhar na folha de serviço enquanto treinador. Ainda nos lembramos das palvras do lider da FAF: " Romeu Filemon tem potencial para orientar a selecção, razão pela qual foi escolhido, entre os muitos com os quais contactamos”.

À partida, Romeu Filemon tem dois anos à frente dos Palancas para mostrar bom trabalho, no sentido de igualmente apurar os Palancas Negras para as fases finais do CAN e Mundial proximos. A FAF considera que, se conseguir estes feitos, somados à já consumada qualificação ao CHAN,o treinador poderá ver renovado o seu contrato,mais a mais porque a direcção da federação pretende que o mesmo forje uma selecção forte daqui para a frente.

Corajoso e competente como é, Romeu Filemon abraçou o desafio desde que foi afastado do 1º de Agosto no início de 2013, para hoje aos seus 50 anos de idade, mostrar nos Palancas Negras o mesmo que já deu a ver em equipas onde passou, como o Sonangol do Namibe , 1º de Maio de Benguela, Académica do Lobito, Benfica do Lubango, Académica do Soyo, Santos FC e Benfica de Luanda e selecção de sub-20.

Por tudo isto, junto e atacado, na nossa parte não sobram pois dúvida de que os Palancas Negras moldados a Romeu Filemon podem começar em grande a "desvabrar" caminho o referido "Mundial" da Rússia já apartir de sexta-feira, em Benguela onde recebem a visita dos Bafaba Bafana da África do Sul.

É verdade que estarão diante de um adversário de peso, de uma selecção que impõe respeito, mas os Palancas estão em boa forma desportiva. Demosntraram-no no recente torneio quadrangular alusivo aos 40 anos da da independência onde, como se diz na gíria, levaram a água ao seu moinho, conquistando-com com mérito.

Sabe-se que até hoje em dez jogos, isto a contar desde 1996, a África do Sul apenas perdeu uma vez para Angola e empatou três, mas desta vez os Palancas Negras têm de levar a melhor, sobretudo, porque jogam em casa, em Benguela, sob pena de, perdendo em casa, em depois, dia 17 em Durban, começar a enfrentar o perigo de não vir a integrarem o grupo de países do continente com visto para o "Mundial" da Rússia.

Porque a África, como se sabe, tem cinco vagas para a fase final do "Mundial" de 2018 na Rússia. Para lá estarem, nesse número (5), os 20 vencedores dessa segunda fase, que nesta sexta-feira arranca, qualificam-se para um outra a terceira - na qual serão divididos em cinco grupos de quatro selecções, num sorteio a realizar - e então posteriormente os cinco ficam apurados para a fase final na Rússia.

Nesse número de países e nessa missão mundialistas, Filemon e seus pupilos, trinunfarão, sim senhor!
ANTÓNIO FÉLIX

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