Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Como causar impacto atravs do marketing?

19 de Agosto, 2019
De facto, para que se crie um impacto forte e eficaz através do marketing desportivo, é indispensável que os clubes e federações deem atenção ao formato comunicativo a ser utilizado, assim como a necessidade de haver total controlo e utilização de uma linha adequada ao perfil do seu público-alvo (sejam sócios, adeptos, patrocinadores e até mesmo potencias investidores), de tal maneira que chegue ao ponto de gerar aptoximação e sintonia.
Se levarmos em conta que o maior “património” de uma agremiação desportiva é a sua imagem, e este factor “sine qua non”, for MAL explorado ou relegado para um plano inferior, toda a estrutura da agremiação desportiva, fica comprometida.
E, no caso particular de Angola, não temos apenas, mas devemos melhorar o formato comunicativo das agremiações desportivas, com a finalidade de reforçar o posicionamento das marcas, assim como promover um conjunto de produtos e serviços, que as mesmas possam disponibilizar, integrar soluções que captem e atraiam mais sócios, mais adeptos, mais patrocinadores e mais investidores, ao invés de andar atrás do prejuízo, “filme” que habitualmente assistimos todos os dias, cujo “enredos”, montados por alguns responsáveis (que diga-se amadores) de comunicação dos clubes, chegam ao ponto de permitir as mais absurdas e desastrosas especulações, ou até, o mesmo esclarecimento de assuntos candentes!
Salvo raríssimas excepções, até mesmo distribuir press releases ou enviar comunicados com o roteiro de actividades semanais dos clubes, constitui-se num grande défice para a comunicação dos clubes, para com os seus principais interlocutores, que são os adeptos e os sócios. Porque ora, é feita de forma deficiente, ora é feita de forma desfocada. E isso, quando existe!
Como compreender, que para o desporto que é uma actividade que aglomera e converge grande concentração de massas diariamente, pelos mais diversos canais de informação, seja imprensa, rádio, tv, etc, o formato comunicativo das agremiações desportivas, seja considerado um handicap, ou seja, não se antecipa, não prepara o ambiente e complica em vez de explicar?
Como entender, que hoje, em que não se pode falar do futuro, presente (ou vice-versa) sem as novas tecnologias, a maior parte das agremiações desportivas em Angola, não tentam “vender” a sua imagem, marcar presença activa na internet e nas redes sociais, apostar em acções de comunicação de proximidade e de interactividade permanente, com o seu público-alvo e parceiros, preferir ao contrário ficar fechados na presunção do quero, posso, mando, e não dou “cavaco” a ninguém?
Repito, salvo raras excepções, tudo o resto só confirma a regra de que há um escasso domínio profissional dos assuntos, do como, quando, onde, porquê, para quê e através de que meios deve uma agremiação desportiva comunicar com seu público-alvo, de forma particular e com a imprensa especializada de uma forma geral!
Por norma, embora não existam modelos perfeitos, a definição de um plano de comunicação a implementar num período alargado, impõe a necessidade de utilizar uma multiplicidade de formatos e suportes, que o tornem proactivos na passagem de mensagens aos principais interlocutores, sendo importante a escolha de ferramentas mais adequadas, dados os objectivos visados.
Uma boa gestão de comunicação é essencial para assegurar a reputação de qualquer agremiação desportiva, reduzir as probabilidades de ser mal citada ou de ver publicadas informações incorrectas, que acabem por afectar a sua imagem.
(*)Mentor e Gestor Executivo do Fórum Marketing Desportivo
Zongo Fernando dos Santos

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