Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Condies e segurana do Estdio da Cidadela

26 de Julho, 2016
O Ministério da Juventude e Desportos deve o mais rápido possível interditar a utilização do estádio de futebol integrado no Complexo Desportivo da Cidadela, como forma a evitar possíveis tragédias que possam vir a acontecer, devido ao estado de degradação que o mesmo apresenta.

Esse cenário que se regista há alguns anos, sem que as diversas comissões de gestão e direcções que passaram pelo complexo desportivo ou as estruturas centrais do MINJUD envidassem esforços no sentido de acudir a situação, poderá provocar alguns dissabores, não só aos atletas como ao público que, pelo facto de o local não oferecer condições condignas de acomodação e apresentar algumas fissuras, sobretudo no segundo anel, continuará a afastar-se do local.

A utilização do segundo anel foi interditada no fim dos oitenta, pela então Secretaria de estado de Educação Física e Desportos, mas continua a ser utilizado por alguma imprensa. A questão do estádio da Cidadela, que já foi a catedral do futebol nacional, remonta aos anos oitenta. Com alguma nostalgia recordamos a década de oitenta em que chegou a registar as maiores enchentes (75 mil espectadores).

O estádio foi cenário dos lendários Angola-Cuba, Petro – 1º de Agosto (Jesus tenho sede de golos), as duas Chinguitadas (ASA-1º de Agosto), da final do primeiro Girabola entre o 1º de Agosto e o Nacional de Benguela (2-1), Progresso-Construtores, entre outros.

No consulado do actual embaixador de Angola em Portugal, Marcos Barrica, chegou-se a aventar a possibilidade do mesmo ser destruído, para dar lugar à edificação de outro de raiz. Isso aconteceu por causa da reabilitação do segundo anel que, como se disse, não é utilizado desde os anos oitenta, em função das fissuras que se apoderaram sobre si.

Essa pretensão não foi concretizada, pelo facto de, do início de dois mil, uma empresa chinesa ter solicitado a quantia de dezoito milhões de dólares americanos para a sua reabilitação. Na altura, levantaram-se algumas vozes em oposição a tal propósito, apresentando como argumentos de razão que a quantia deveria ser utilizada na edificação de um estádio com menor capacidade de espectadores.

O certo é que o cenário tende a apresentar-se mais desolador. As equipas que utilizam o estádio, quando jogam na condição de anfitriães, são prejudicadas. Não se compreende, por que razão quem de direito não aproveitou o período de defeso que o Girabola-Zap registou recentemente, para intervir no relvado, que continua a apresentar algumas falhas, que terá influência negativa na qualidade do futebol que se quer melhor, e se apresenta susceptível aos atletas contraírem lesões.

Leonel Libório

A direcção do Complexo Desportivo da Cidadela, que aumentou o preço para a utilização do estádio, quer para jogos oficiais quer para treinos. isso foi alvo de manifestações de desagrado por parte dos clubes.

Estamos recordados que o Hotel Palanca, situado no Complexo, e erguido para servir de centre de estágio das selecções nacionais, encerrou o expediente devido à água que penetra nas suas instalações a partir do estádio. Quando a zona em que se encontra situado a é "assolada" pela chuva, o estado do relvado fica em condições lastimáveis, demorado dias a secar, o que o torna impraticável.

Não vai longe o tempo em que ali ocorreu uma tragédia com algumas mortes pelo meio, aquando a realização de um culto ecuménico, assim como desabamento do prédio onde funcionou a ex Direcção Nacional dos Serviços de Identificação Criminal (DNIC), nas suas imediações.

A direcção do Complexo não se dignou a melhorar as condições dos balneários e dos quartos de banho para a dignidade da sua utilização, sobretudo para as senhoras.
Em função do estado os quartos de banho apresentam, muita gente fez ouvir a sua voz, em solicitação ao Ministério da Saúde, no sentido de mandar encerrar o mesmo. Mais vale prevenir do que remediar, conforme reza o adágio popular. Amanhã pode ser tarde.

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