Jornal dos Desportos

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Opinio

Congresso prometido e adiado

01 de Janeiro, 2015
A promessa da realização do Congresso não é nova, não senhor, mas uma das questões mais badaladas, muitas vezes mediatizadas no ano que ontem correu a cortina teve a ver com a necessidade de se encontrar terapias, para se dar um outro sopro, outra dinâmica e vitalidade em todas as vertentes.Digo que a questão não é nem foi nova, porque ainda em finais de 2013 tinha ficado a promessa de que o futebol angolano, devido aos múltiplos problemas que enfrenta, no capítulo organizativo e competitivo, devia mesmo ser alvo de um Congresso, em Maio de 2014, para se encontrar o caminho certo para o seu desenvolvimento, mas no ano que ontem terminou o conclave não aconteceu .

A promessa e garantia tinha sido dada pelo próprio ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, que na altura em que esteve no Lubango para transmitir o seu calor à equipa do Desportivo da Huíla, no confronto com Bizartin da Tunísia, para a primeira mão dos 16 avos para a Taça da Confederação, em que a equipa angolana baqueou por 0-1.O ministro, além dessa derrota, não tinha gostado também das actuações do Kabuscorp e do 1º de Agosto, na Liga dos campeões; do Desportivo da Huíla e do Petro de Luanda, na Taça da Confederação, daí a sua insatisfação e necessidade de ter falado no Congresso .

Por exemplo, em relação ao 1º de Agosto que tinha perdido por 4-1 com o AC Leopards Dolise do Congo, o ministro chegou a desabafar nestes termos: “achei exagerada a derrota do 1º de Agosto, por 4-1, que é um pouco puxada (...) queríamos que as quatro equipas se apurassem, outra vez, porque seria bom, para o ranking e para as infra-estruturas que temos, que são das melhores no continente”.

Gonçalves Muandumba recordou na ocasião que no último Conselho Superior dos Desportos, em que marcou presença, foi mesmo definida uma estratégia do desenvolvimento para o futebol.De acordo com as suas palavras “o futebol angolano está num momento difícil e por isso, há uma estratégia de desenvolvimento do desporto em Angola que recentemente foi analisado no Conselho Superior do Desporto que recomendou a realização de um debate nacional particular sobre o futebol. A Federação Angolana de Futebol (FAF), foi encarregada de preparar o evento magno para debater sobre o futebol a nível do nosso país”.

Uma das questões que também avançou e que devia ser reiterado no aludido conclave é o apoio aos clubes. Disse que o futebol é uma modalidade muito importante, que é um fenómeno que merece toda a atenção das autoridades do governo angolano, que “vamos assumir a nossa parte no concernente ao desenvolvimento do futebol no nosso país” e demais promessas.Também com base nas orientações da estratégia de desenvolvimento do futebol chegou a sublinhar que se ia elaborar um Plano Nacional de Desenvolvimento que abarcava todos os aspectos, desde as infra-estruturas, formação de técnicos, escolas de formação e academias de treinadores.

O Congresso ia contar com a presença de agentes desportivos directamente evolvidos no futebol, como as Federações, Associações, e o ministro disse ainda que a atenção a prestar ao futebol é também uma responsabilidade da sociedade civil, patrocinadores, agentes económicos, governo e imprensa desportiva.Como se disse no ano que ontem fez correr as cortinas, o congresso não aconteceu, mas o ministro já voltava a dizer antes do fim de ano, que em 2014, ainda no primeiro trimestre, isto é, entre este Janeiro, Março e Fevereiro, o congresso vai mesmo sair.

Como o futebol mexe com paixões, como movimenta multidões, a própria sociedade que com ele algumas vezes canta vitórias, e noutras lamenta e maldiz os fracassos, oxalá neste 2015 que dá os primeiros passos o congresso saia de facto.Era até bom acontecesse antes da abertura da época, para se dissecar e evitar tudo o que de mau acontece nas secretarias dos clubes e da Federação, nos campos e nos balneários, nas bancadas e na imprensa, por obra dos dirigentes, atletas, treinadores, árbitros e adeptos que esperam melhorias.
TEIXEIRA CÂNDIDO

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