Jornal dos Desportos

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Opinio

Corrida ao Afrobasket

21 de Julho, 2015
Como não podia deixar de ser, Angola entra na 28ª edição do Afrobasket, que se disputa de 19 a 30 de Agosto, na Tunísia, com o claro propósito de revalidar o título conquistado há dois anos na Argélia. É nessa perspectiva, que o combinado nacional de basquetebol sénior masculino, enceta uma preparação cuidada em Espanha, pese embora alguns contratempos surgidos, com realce para a grave lesão contraída pelo tetra campeão africano Olímpio Cipriano. Além dessa contrariedade (grande, diga-se), o técnico nacional Moncho López não pode contar também com Domingos Bonifácio, igualmente lesionado, à semelhança de Cipriano, é uma unidade fundamental na organização do jogo ofensivo de Angola.

O poste Yanick Moreira e o extremoposte Sílvio Sousa, ambos a militarem em universidades norte-americanas, por seu turno, são outros dois atletas com que o técnico não pode ainda contar, nesta fase de preparação realizada no país ibérico. É verdade, que os níveis físicos apresentados
pelo grupo de trabalho, nessa altura, não sejam ainda os desejados, de acordo com o seleccionador nacional, mas tudo pode ser melhorado face à preparação encetada pelo conjunto.

Nesse sentido, os vários jogos de controlo efectuados pelo “cinco nacional” vão permitir, como é óbvio, aquilatar as reais performances do grupo, tendo em conta os objectos do Afrobasket/2015, que passam, indiscutivelmente, pela revalidação do título.Os hendeca-campeões africanos, podem, nessa perspectiva, aproveitar o máximo possível os testes a efectuar em Espanha e desse modo rebuscar o antídote (passo o termo) necessário, para contrapor todas as adversidades a encontar em solo tunisino.

Depois da integração de Mohamed Cissé Malick e Braúlio Morais, ambos repescados devido ao afastamento, por lesão, do internacional angolano Olímpio Cipriano, o conjunto fica com um leque de opções para a fase final do Afrobasket. Nos jogos amistosos já realizados, Angola perdeu frente a Venezuela por 54-84 e venceu a selecção de Sub-18 de Espanha, em duas ocasiões, respectivamente, por 79-63 e 84-80, no Palácio de
Águas Vivas de Guadalajara, circunscrito a este país ibérico. Nesta fase de preparação, os resultados não estão em causa, o técnico espanhol ao serviço da Selecção Nacional tem consciência das responsabilidades que Angola tem neste Campeonato Africano das Nações de Basquetebol.

Aliás, é por demais sabido, que o título assume-se, indubitavelmente, como o maior objectivo de Angola, que espreita igualmente presença nos Jogos Olímpicos de 2016. Para atingir o desiderato de marcar presença na grande montra das Olimpíades do próximo ano, que vão ter como
palco a cidade do Rio de Janeiro, Angola tem, irremediavelmente, a obrigação de vencer o Afrobasket/2015 na Tunísia. Além dos testes efectuados até agora, o “cinco nacional” tem ainda chances de avaliar as suas reais capacidades, em outros duelos, particularmente, quando defrontar jogadores norte-americanos do All Star, a 1 de Agosto.

Sete dias depois, ou seja a 8 de Agosto, Angola volta a testar com a similar da Venezuela, no quadro de um programa de preparação que prevê ainda, um jogo a 12 do citado mês diante da formação norteamericana da Flórida.O ciclo de preparação encetado pelo conjunto, comandado tecnicamente pelo espanhol Moncho López, estende-se até aos dias 15, 16 e 17 de Agosto, em que compete no “Torneio Santander”, ao lado das selecções de Espanha, Senegal e da Polónia.

Nessa fase, que vai conduzir ao declinar da preparação, Angola pode ter reunido todas as condições, penso eu, para a viagem que se espera triunfal, como é óbvio, para a Tunísia, palco da 28ª edição do Campeonato Africano das Nações de Basquetebol. Com efeito, depois de subir, em onze
ocasiões, o pódio da maior festa africana da “bola ao cesto,” não se pode esperar outra coisa de Angola, senão a discussão do título. O “cinco nacional,” entra para essa elite da modalidade, como candidata natural à conquista da prova, um facto, que ninguém pode descurar.

Nessa festa do basquetebol africano da Tunísia, a Selecção Nacional, joga a fase preliminar no Grupo B, ao lado das similares do Senegal, Marrocos e de Moçambique, outra selecção lusa, que a par de Cabo-Verde marca presença no certame. A anfitriã Tunísia encabeça o Grupo A, em que estão também entrincheirados o Uganda, Nigéria e a República Centro Africana (RCA). O Egipto, Gabão, Mali e Camarões integram o Grupo C, enquanto Costa do Marfim, Cabo Verde, Argélia e Zimbabwe, por seu turno, o D, desta 28ª edição do Afrobasket.
SÉRGIO V. DIAS

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