Jornal dos Desportos

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Opinio

DAgosto d gosto na luta pelo ttulo

14 de Junho, 2016
Quase concluída a primeira volta do Girabola - Zap de 2016, confirma-se o 1º de Agosto, Recreativo do Libolo, Petro de Luanda e Kabuskorp do Palanca, serem os eternos papões do futebol nacional e principais candidatos à conquista do título.

Fruto de melhor programação e organização, a que se junta alguma superioridade financeira, mesmo acossados por alguns “intrusos”, como o Interclube, e uns “degraus” abaixo, o Benfica de Luanda - a grande decepção pelos investimentos que efectuou e pelo estatuto que adquiriu - aquelas equipas têm tudo para nos próximos tempos serem detentores da hegemonia do futebol angolano.

No que concerne à primeira volta do Girabola-Zap, a supremacia recai no 1º de Agosto, que ao cabo das 14 jornadas só por duas vezes conheceu o sabor amargo da derrota, e um empate, factos que inferem que a segunda volta pode ser de “gritos”, e que se assume como principal candidato à conquista do título, ausente das hostes do clube militar desde 2006.

Neste particular, é de se realçar pela positiva, o facto do seu dianteiro Gelson ser detentor de 14 golos, mais um que os melhores marcadores do campeonato passado, Meyong (ex- Kabuskorp) e Yano (Progresso).

No presente, este futuro jogador do Sporting de Portugal apontou mais nove tentos que os seus mais directos perseguidores, Baldé (Benfica de Luanda).
Para além dos factores atrás enumerados, pode ter contribuído para a performance do “glorioso,” o facto de manter a sua equipa técnica, ao invés da maioria das demais, que continuaram a lançar jovens produzidos na “cantera” do clube, para o escalão sénior, prática que acontece há alguns anos.

O detentor do título, o Recreativo do Libolo, depois do início titubeante que muitos atribuem como causa o afastamento “prematuro” da Liga dos Campeões de África, competição na qual apostou tudo, encetou uma recuperação a todos os títulos positiva, está no segundo posto, a um ponto do líder (30), enquanto que o Petro de Luanda que na época passada esteve centrado na reorganização interna do seu futebol, aparece com uma equipa rejuvenescida a apresentar um fio de jogo vistoso, facto que faz assumir-se como candidato ao título. Continua a primar pelo lançamento de jovens, a dar corpo à política do investimento nas camadas jovens, o que constitui uma “marca” do clube, faz tempo.

Numa competição em que os “casos de arbitragem” aconteceram em menor quantidade, em relação ao idêntico período da competição anterior, em que se registaram “chicotadas psicológicas,” no ASA, Académica do Lobito, Recreativo da Caála, 1º de Maio e Kabuskorp do Palanca, cujo presidente, entregou a equipa aos comandos técnicos de Mateus Agostínho “ Bodunha”, então adjunto do ex- técnico principal Miller Gomes, é de considerar-se o facto da equipa ter evidenciado algumas melhorias no que concerne a resultados.

O ex- lateral do Petro de Luanda e da Selecção Nacional, volta à condição de adjunto, agora de Romeu Filemon. Independentemente das “mexidas “ que efectuou, Bodunha deu continuidade ao trabalho de Miller Gomes, o que significa que uma equipa não se constrói num piscar de olhos.

Esse exemplo, é encontrado no Interclube, depois da sua direcção desvincular-se do sérvio Vesselin Vesko, que programou a presente época, mas que manteve os adjuntos José Luís Borges e Abílio Amaral, faz-se sentir já o dedo do seu substituto, Zdrayco Iogarosic, igualmente da chamada Escola do Leste, a princípio contestado pelos adeptos e alguns dirigentes do clube.

Os resultados alcançados nas derradeiras jornadas da primeira volta, deixaram indicadores de que muita água pode passar por baixo da ponte. O sexto lugar que ocupa na classificação geral, com 18 pontos, não retrata a grandiosidade e o estatuto do Benfica de Luanda.

Algumas interrogações colocam-se quanto ao que se passa com as águias da capital, cuja direcção para além de manter Zeca Amaral, um dos mais credenciados técnicos angolanos, investiu muito na qualidade dos atletas e em infra-estruturas. As demais equipas, umas com mais ou menos surpresas, situam-se nas posições que indiciam uma segunda volta renhida, que pode apresentar muitas surpresas.

Leonel Libório

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