Jornal dos Desportos

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Opinio

DAgosto e Petro condenados a vencer

11 de Janeiro, 2020
O 1º de Agosto e o Petro de Luanda, os dois embaixadores angolanos na principal prova de clubes da Confederação Africana de Futebol (CAF), a “Champions League”, têm, na tarde deste sábado, uma espinhosa missão diante dos seus respectivos adversários.
Os militares, nas vestes de tetra-campeões nacionais, enfrentam em Lubumbashi, República Democrática do Congo (RDC), o Tout Puissant Mazembe local, ao passo que o Petro mede forças na capital do país, Luanda, com o Wydad do Marrocos.
Em termos teóricos, o 1º de Agosto, às ordens do bósnio Dragan Jovic, parece ter uma tarefa mais ingrata nesta quarta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, pois defronta a Todo-Poderosa equipa de Mazembe, que soma cinco títulos na prova.
E como é de se esperar, Lubumbashi constituiu um “verdadeiro inferno” para quem lá se desloca, para enfrentar esta equipa congolesa-democrata, mais a mais tratando-se do 1º de Agosto, que foi o seu grande carrasco na edição de 2018. Por isso, depois do empate a uma bola imposto no Estádio Nacional 11 de Novembro, o jogo desta tarde terá sabor de desforra para a formação do TP Mazembe.
Aliás, não é em vão que esta equipa é rotulada uma séria candidata à conquista do título desta prova. E neste ano que o clube assinala 80 anos de existência, seria ouro sobre azul chegar a mais uma conquista, que acontecer seria a sexta no caso.
A formação do “Rio Seco” soma, nesse momento, dois pontos, mercê de uma derrota e dois empates, que lhe colocam na cauda do Grupo A da presente edição da Liga dos Campeões. O seu oponente desta tarde está na liderança com sete, ao passo que o Zamalek do Egipto e Zesco United da Zâmbia estão no segundo e terceiro postos, respectivamente, com quatro e dois pontos.
Daí antevê-se um elevado grau de dificuldades para a equipa angolana neste confronto de Lubumbashi, já que qualquer outro resultado que não a vitória estorva-lhe os intentos de chegar a outra fase da prova. Apesar disso, os militares assumem, pela voz do seu treinador adjunto, o desejo de surpreender o TP Mazembe em sua própria casa.Ou seja, tal como correu em 2018, quando a equipa conseguiu um empate nulo em casa e depois na deslocação a Lubumbashi logrou empate, a um tento que lhe permitiu seguir para as meias-finais desta prova da CAF.
É verdade que o jogo de hoje não define nada em termos de qualificação para outra fase, mas uma vitória sobre esta equipa do TP Mazembe nesta tarde, abriria boas perspectivas para a campanha dos actuais campeões nacionais em título. Mas isso, convenhamos, só se torna possível se os comandados Dragan Jovic entrarem com espírito de missão e estorvarem os intentos do adversário. Bom jogo em perspectiva.
A mesma audácia e determinação é o que se recomenda ao Petro de Luanda, no jogo desta tarde diante do Wydad de Casablanca, equipa treinada pelo nosso conhecidíssimo Zoran Maki. Depois do revés por que passou na ponta final do ano de 2019 no reduto deste adversário, os tricolores vão tentar desforrar-se.
A derrota de 1-4, consentida há duas semanas no Marrocos, deixa de sobreaviso a turma do Catetão, que actuando agora na condição de anfitriã tudo fará, obviamente, para levar a água ao seu moinho. E isto pressupõe uma vitória, não importando por ora os números.
Aliás, o último lugar que ocupa na tabela de classificação deste grupo, onde além do seu adversário desta tarde perfilam também o Mamelodi Sundows da África do Sul, actual líder com sete pontos, e o União Sportiv Medina (USM) da Argélia com dois, obriga-lhe, irremediavelmente, a manter a vitória como palavra de ordem. Outro resultado que não o triunfo, deita por terras as chances de a equipa de Toni Cosano chegar a outra fase. Por isso, a sua missão é bastante hercúlea nesta segunda volta do certame.
Ademais, com o mísero ponto que soma à entrada desta quarta jornada, a única prorrogativa que o Petro tem para chegar á outra fase é vencer os três jogos que lhe restam.
E como é sabido além do jogo desta tarde com Wydad, a equipa do “Eixo-Viário” tem mais um outro em casa diante do Mamelodi Sundows e a visita a equipa do USM da Argélia, para tentar fazer aquilo que, praticamente, se lhe afigura quase como impossível, nesta sua segunda presença na maior prova de clubes da CAF.
E os angolanos mantêm a crença na boa campanha do Petro, neste seu regresso a alta-roda dos clubes campeões africanos dezoito anos depois. A ver vamos!!!...
SÉRGIO.V.DIAS

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