Jornal dos Desportos

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Opinio

DAgosto e Petro numa luta entusiasta

18 de Maio, 2019
O final do Girabola Zap 2018/2019 para lá de provocar acérrimas lutas pela conquista do título e permanência no escalão maior do nosso futebol, trás consigo outras nuances, que apimentam ainda mais a nossa competição interna. Disputado num ritmo incomum (a Speed Gonzalez, como ousou qualificar o jornalista da Rádio 5, Vaz Kinguri), as equipas intervenientes tiveram que se aplicar a fundo, para chegarem à meta.
Muitos chegam, mas maculados por faltas de comparências, fruto de intempéries mil, que foram obrigados a passar. A falta de rendimentos capazes de suportar as inúmeras despesas, terá sido a causa maior nas hostes da totalidade dos clubes.
À portas do final, a competição há muito se tornou renhida, pelo facto do 1º de Agosto e Petro de Luanda terem assumido os seus respectivos papeis de papões e não emprestarem à outrem. Bastou esses dois colossos do nosso futebol assumirem as suas respectivas responsabilidades, para a competição se tornar mais acesa, mais vitaminada e, sobretudo, mais interessante. Os adeptos, sócios e aficionados tornaram-se igualmente mais vibrantes e mais entusiastas. Para bem dos prosélitos, hoje começa a ser disputada a última jornada da prova e, por incrível que pareça, não há definição do campeão. Esta derradeira ronda irá trazer à terreiro, o conhecimento de quem será o vencedor da prova.
Mas, esta luta, há muito está a ser travada há dois. Pelo 1º de Agosto e o Petro de Luanda. Dois rivais que há muito se digladiam.
O Petro de Luanda, que ainda conta com uma escorregadela do líder 1º de Agosto, defronta o Progresso do Sambizanga que, embora mergulhado numa crise administrativa, com falta de salários para os jogadores à mistura, tem dado boa conta de si e, por aquilo que demonstrou diante do 1º de Agosto no jogo referente à Taça de Angola, espera-se um jogo bastante renhido.
Por seu turno, os militares defrontam o Kabuscorp do Palanca, mergulhado igualmente em quezílias, que lhe vão custar a permanência na fina-flor do futebol nacional. Porém, mesmo mergulhado neste “mar” de problemas, tem sabido interpretar bom futebol em campo, adivinhando-se, por isso, uma luta de titãs.
Perante este quadro, muitos interrogam-se: quem dos dois tem o confronto mais difícil?
Na minha opinião, os dois. Pela natureza do jogo e pelo seu interesse. Mas, infelizmente, para um e para o outro, apenas um deverá ser o campeão, e o maior pendor recai para o 1º de Agosto, que lidera a prova e tem um pontito a mais que o seu mais directo concorrente. Que ganhe o melhor!
Na zona de descida já há uma certeza: o Saurimo FC, irremediavelmente está já na “Segundona”. Resta saber quais serão as outras duas a seguir-lhes. O ASA ou o Cuando Cubango FC? Só a última jornada responderá, com precisão, esta questão.
No terreno, as duas equipas lutam para se manterem entre os grandes, quer por via competitiva ou pela via administrativa. Ou seja, no caso do Kabuscorp do Palanca ser mesmo rebaixado para a divisão secundária, uma delas, a que estiver melhor classificada, acabará por permanecer.
Ainda assim, preferem lutar no campo e lograr alcançar resultados competindo.
Não gostaria de terminar, sem antes me referir ao assunto que Tony Cosano, o técnico do Petro de Luanda, levantou, aludindo que colocava em causa os resultados desportivos dos jogos do 1º de Agosto diante do Cuando Cubango FC e do Kabuscorp do Palanca, por serem, segundo deixou ler nas entrelinhas, militares e, por isso, estava a papinha feita para o rival.
Engano seu, Senhor Cosano! Tal como disse ao repórter, não conhecer a realidade do País, então, seria melhor não falar sem conhecimento de causa profunda. Seria um mau atalho, este. Não o aconselharíamos a entrar por aí.
Procure fazer o seu trabalho de campo e ganhar no campo, do que levantar fantasmas onde não os há. Queremos que se jogue limpinho!
Não vá por aí, senhor Cosano! O Petro de Luanda ainda tem possibilidades de ser campeão. Explore essa possibilidade e procure concentrar no máximo a sua rapaziada, o contrário seria dispersar demais as atenções e o rival pode aproveitar. Tenho dito! Morais Canâmua

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