Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

DAgosto...ser campeo e estar atrs do Al Alhy

20 de Maio, 2019
Antes de tudo, porque é bom que se diga, hoje o 1º de Agosto, além da alegria do título,é o tetra na sua galeria, acorda, nesta segunda-feira, com um registo histórico em África: é a segunda equipa, depois do Al Ahly do Egipto, que termina o campeonato sem consentir uma derrota...
Ontem, pelo facto de já num dia,do ano de 2009, o Kabuscorp do Palanca ter goleado (4-2) o 1º de Agosto, tempo em que esta equipa de Beto Kangamba tinha craques da igualha de um Tresor Mputo Mabi, um sempre produtivo Albert Mayong, e o então activo Love Cabungula, muitos esperavam que, mesmo na condição de visitante, o Kabuscorp do Palanca fosse jogar e ganhar em casa da equipa militar, para impedir que conquistasse o campeonato.
Na verdade, pela tradição dos jogos entre si, e mesmo pelas aquisições que as duas equipas fizeram para a época, e pelo trabalho a doer na semana, com promessas de cada uma vencer a outra... o \"suspanse\" era elevadíssimo.
Hoje, contudo, não temos como não mandar um forte \"viva\" ao 1º de Agosto, formação que, a partir de certa altura, viu-se na obrigação de ganhar todos os jogos -sobretudo o de ontem com o Kabuscorp do Palanca - para acordar hoje campeão, mais uma vez.
Mesmo que se diga que, desde aquele Desportivo da Huíla-1º de Agosto no Lubango, parecesse haver alguma facilitação, alguma batota e outras coisas de melhor \"ver, ouvir v e calar\", a verdade, grande verdade mesmo, é que toda a tribo do futebol agostino - jogadores, treinadores, dirigentes, adeptos, sócios - têm razões de sobra para acordar nesta segunda-feira a cantar vitória com muita alegria de campeão. E porquê?
Porque, repita-se: o 1º de Agosto, por mérito próprio, sagrou-se campeão, cumpriu a promessa da luta pela conquista do troféu da prova.
Mesmo que não tenha acertado futebol espectacular e convincente em todos os jogos, a equipa militar quase concretizou aposta e a promessa feita, no início da época, pelo presidente do clube, Carlos Hendrick. Desde o ano de 2016, que o presidente do 1º de Agosto, assume de \"peito aberto\" o discurso da conquista, ao contrário do actual presidente do Petro de Luanda, Tomás Faria. Este era ainda, em 2011, vice-presidente para o futebol do Petro de Luanda, quando prometeu uma equipa que conquistaria o campeonato, mas até hoje....
Em 2014, acabou eleito a sétimo presidente de direcção do Petro de Luanda, e, na presença de antigas glórias do clube, augurou o mesmo. Não resultou. O ano passado reafirmou o compromisso de continuar a satisfazer os sócios, adeptos e público em geral, com a manutenção e conquista de títulos em futebol...porém não há equipa que chegue ao título.
Significa, assim, que vingou o \"recado\" do presidente do clube militar, Carlos Hendrick, para todos os concorrentes ao título nesta época. Tinha dito que, quem trabalha e investe, espera sempre colher os frutos, cria as condições necessárias, para vencer o campeonato.
Carlos Hendrick todos os anos vinca que o seu 1º de Agosto, vai entrar em todas os jogos respeitando sempre o trabalho das equipas adversárias. Por esta razão, a maioria dos analistas e comentaristas do futebol nacional concorda, pelo que se viu do 1º de Agosto: está mais forte. Só terá, agora, de redobrar esforços para fazer mais do que fez este ano na Liga dos Campeões, pois, ficou claro que a equipa militar ressente-se das ausências de eficientes abonos de família no seu ataque. Ainda não está a bastar, para as encomendas da sua linha de ataque.
O Petro de Luanda sentiu, em nossa opinião, o pássaro a fugir, quando não dominou a 1ª volta. Demonstrou que, este ano, embora não assumisse directa e oficialmente, como objectivo principal, vencer o campeonato, seria difícil, embora ostentasse os galões de 15 títulos.
A sua luta foi acérrima até ao fim, enfrentando adversários de nomeada, como o 1º de Agosto, Kabuscorp, Desportivo, Interclube e Progresso. Pelo que fez até ontem, deixou ver uma \"produção petrolífera\" de realce, sinal que estimula e motiva o plantel a jogar, para voltar a lutar pelo título de 2019/2020. Resta saber se a direcção voltará a apostar no técnico Toni Cosano e em jogadores como Tiago Azulão.
De resto, o campeonato - mais um - passou à história, vendo uma das equipas históricas, o ASA, a ser despromovida, e o Kabuscorp a baixar para a segunda divisão.
A Federação Angolana de Futebol, na próxima época, tem de ser escrava das suas palavras, para fazer disputar a prova totalmente envolta sobre a verdade desportiva, não permitindo o amadorismo a que se tem assistido sob o seu olhar. António Félix


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