Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio
por Leonel Librio

Dar aos sub-18 o que merecem

09 de Agosto, 2016
Numa altura em que os Jogos Olímpicos que decorrem no Brasil concentram as atenções dos desportistas e não só a nível do planeta, no contexto interno a qualificação da Selecção Nacional de basquetebol masculina na categoria de sub-19 ao próximo Mundial que terá lugar no Egipto, no próximo ano, continua a ser alvo de elogios e reflexões de todos os patriotas.É assim que em decorrência dos últimos desenvolvimentos em redor do basquetebol jovem masculino que culminaram com a recente conquista do Campeonato Africano de su-18, no Ruanda, o que me permite acreditar que a presença nos pódios africanos nos escalões etários baixos vai continuar por mais alguns anos.

Os responsáveis pela modalidade devem elaborar projectos mais audazes e ambiciosos, no que tange a contínua participação em competições de nível continental e mundial.
Se os responsáveis pelo basquetebol assim procederem, abrem-se perspectivas acrescidas quanto à hegemonia a nível dos seniores masculinos que, fruto de um trabalho audaz, baseado em projectos credíveis nos escalões etários baixos, vai continuar por mais algum tempo.

Em minha opinião, a não conquista do último “Africano”, assim como a não qualificação ao maior evento desportivo mundial que decorre no Brasil, por parte dos seniores, não retira a hegemonia a nível continental a nível da classe. O que acima está referenciado, infere que no contexto do continente africano, a nível dos juniores masculinos não se deve descurar a evolução das selecções que se tornaram nas adversárias mais directas da angolana, cuja superioridade se traduz no trabalho de continuidade que provém de 2013, com a conquista do título “Africano”, em 2013.

Aquela selecção integrou a maior parte dos agora campeões africanos de sub-18. O rejuvenescimento paulatino que a Selecção Nacional de seniores masculina tem sido alvo, que passa pelo trabalho que é efectuado pelos clubes, o que faz com que os níveis de produção e a hegemonia a nível do continente continuem a ser evidenciados, no que concerne tanto a selecções como a clubes - 1º de Agosto, Recreativo do Libolo, Petro deLuanda e Interclube - as principais referências dos seniores masculinos, é o pronuncio da continuidade do trabalho visando o futuro. Aqui, é justo mencionar-se outros clubes de menor dimensão, e o Vila Clotilde, que continua a ser um dos principais modelos de formação da modalidade.O envio de cada vez mais jovens, à expensas de familiares, para darem continuidade aos estudos curriculares em colégios e universidades dos Estados Unidos da América, onde se pratica o basquetebol mais desenvolvido do mundo, contribui igualmente para que isso aconteça.

Vai contribuir também para que num horizonte temporal não muito longínquo, Angola esteja representada por um ou mais atletas na Liga Profissional de Basquetebol americano (NBA), facto não conseguido antes por Jean Jacques da Conceição, Victor Muzadi, Carlos Morais e Yanic Moreira.A articulação entre a competição interna e os níveis de evolução dos atletas que actuam no estrangeiro, é da competência dos técnicos.

Ao contrário dos da Federação Angolana de Futebol (FAF), constitui um dado adquirido que os membros da direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), estão a desenvolver um exercício positivo de dirigismo desportivo, pois é evidente que para além de permitir maior contacto internacional, traquejo e maturidade competitiva, oferece garantias de um desempenho tranquilo em termos continuidade.

Os responsáveis e dirigentes da FAB estão empenhados em materializar esse desiderato, cuja acção inscreve igualmente o desenvolvimento de projectos a curto, médio e longos prazos não apenas para a classe masculina, mas, também, para os femininos, cujos resultados nas últimas edições dos “Africanos” a nível de selecções e de clubes, nos diversos escalões, oferecem indicadores de estarem a evoluir em termos deperformances.

Ao contrário do que acontece com a principal modalidade colectiva do país, os dirigentes do basquetebol e do andebol, não obstante os respectivos campeonatos nacionais serem disputados por uma quantidade exígua de equipas, optaram por desenvolver projectos nos escalões etários, mesmo que em termos reduzidos, o que abre esperanças de que os resultados positivos vão continuar a surgir.
Isso não pressupõe que a massificação e o aumento do número de equipas vão deixar de constituir preocupações de quem dirige a modalidade.

Leonel Libório

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