Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

De olhos no Brasil

24 de Outubro, 2019
A Selecção Nacional de futebol em Sub-17 está entre as 24 selecções que vão disputar o Mundial da categoria, que vai realizar-se na República Federativa do Brasil, de 26 de Outubro a 17 de Novembro, do corrente ano.
Este acontecimento, obriga que todos os angolanos se revejam na selecção e por isso, estejam de olhos no Brasil a partir do dia 26 de Outubro, quando Angola defrontar a selecção da Nova Zelândia, no Estádio Bezerrão.
Inserida no grupo A, além da Nova Zelândia, também fazem parte do grupo, o Brasil e o Canadá, que vão jogar entre si, no jogo inaugural. A expectativa é enorme, todos queremos ver até onde pode chegar a nossa selecção, em função da qualidade técnica dos jogadores, com destaque para Zito Luvumbo e Capita.
Em função do Ranking Mundial, o que se pode esperar do onze angolano? O Brasil, ocupa a posição número três, com 1719 pontos, o Canadá, está na 75ª posição, com 1322 pontos, Angola 121ª com 1161 e a Nova Zelândia, com 1157 pontos está na 122ª posição.
Se estes números fossem determinantes, o Brasil e o Canadá seriam as equipas candidatas a passar para a segunda fase. No entanto, como o futebol é uma caixinha de surpresas, podemos esperar que os nossos rapazes surpreendam, porque têm condições para o fazer.
Por outro lado, é importante realçar, que o futuro do nosso futebol está nos pés desta selecção nacional, o que implica dizer que o Estado angolano deve prestar bastante atenção aos rapazes, por colocar à sua disposição todos os activos necessários para que a equipa faça um excelente campeonato e continue viva depois da prova.
Não podemos permitir que essa geração de jogadores desapareça, como aconteceu com aquela selecção de Sub-20 que ganhou o campeonato Africano das nações em 2001, e disputou o primeiro Mundial de Angola em 2001.
É verdade que muitos factores contribuíram para que tal selecção, ou seja, aquela geração de jogadores, como Mendonça, Mantorras, Loló, Marito e outros desaparecesse, e um deles foi o factor idade, a julgar pela forma “prematura” que a maior parte terminou a carreira.
Por outro lado, em termos de qualidade podemos dizer sem receio, que esta selecção tem tudo para singrar a nível de África, necessita apenas de condições, para o efeito. Esta missão é da responsabilidade da Federação Angolana de Futebol (FAF).
A FAF deve apostar tudo nestes jovens rapazes, se quiser mudar o actual quadro do futebol nacional. De volta à nossa atenção no que podemos esperar dos nossos rapazes, é ponto assente que a nossa equipa é ligeiramente superior à Nova Zelândia, pode discutir o jogo “olho - no -olho”, como soe dizer-se, com o Canadá, e entrar em desvantagem no confronto com o Brasil, por ser uma equipa melhor dotada tecnicamente e ainda por cima, a jogar em casa.
Ainda assim, queremos acreditar que o onze angolano possa passar para a segunda fase, vencer a Nova Zelândia, não perder com o Canadá e o Brasil, o que permitiria que somasse quatro pontos.
O Canadá, pelo seu potencial, de certeza absoluta que com maior ou menor dificuldades deve passar pela Nova Zelândia, e quererá fazer o mesmo com os Palanqunhas, pois de certeza absoluta, que eles vão perder o jogo inaugural com os Anfitriões, o que nos interessa bastante.
De resto, vamos deixar que o técnico nacional, o português Pedro Gonçalves consiga potenciar o maior activo dos jogadores: a mente. Se Pedro Gonçalves inculcar um espírito guerreiro e vencedor, na mente dos nossos rapazes, podemos acreditar que os nossos rapazes podem fazer história no Brasil.
Naturalmente, a FAF tem uma palavra a dizer, ou seja, tem a missão de organizar todo o “Arsenal”, para que os nossos guerreiros sejam bem sucedidos. Isso, implica dizer que deve haver seriedade. Não se pode admitir erros de palmatória, neste tipo de competição, como os que temos assistido nos últimos tempos, como aconteceu com a selecção de Honras, quando foi “estagiar” a Lisboa, para o CAN do Egipto.
A equipa já está no palco da competição, por isso, queremos acreditar que o órgão reitor do nosso futebol tenha preparado as condições necessárias para o êxito dos nossos rapazes. Vamos aguardar, ansiosamente, pelo dia 26 de Outubro, que entre para a historia do nosso futebol como a terceira participação do futebol angolano, em campeonatos do Mundo, depois de em 2001 termos sido representados pela selecção de Sub 20, em 2006, pela selecção de honras.
Não nos podemos esquecer da nossa participação, em duas ocasiões, no campeonato do Mundo de futebol para amputados, do qual somos campeões em título. Que venha o dia 26 de Outubro. Augusto Fernandes

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