Jornal dos Desportos

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Opinio

De Ronaldinho ao Petro

01 de Dezembro, 2014
Não obstante o facto de a época futebolística de 2014 ainda não ter sido homologada pela Federação Angolana de Futebol (FAF), que necessita de solucionar alguns “casos” referentes ao Girabola e à “Segundona”, começa-se já a “especular” sobre aquisições, dispensas e outros quês, relacionados com a época que oficialmente deve ser inaugurada a 2 de Fevereiro.

O atleta, que foi o melhor do mundo eleito pela FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado) em 2004 e 2005, nos últimos tempos tem sido protagonista de alguns “casos” de falta de profissionalismo e seriedade, com os clubes contratantes e respectivas massas associativas.Referimo-nos ao Atlético de Minas Gerais do Brasil e ao Queretáro do México, clube ao qual ainda está ligado por via contratual. O certo é que o atleta, não obstante os 34 anos de idade que ostenta, com muito para oferecer ao futebol, embora sem o fulgor de outros tempos, tem sido associado à noitadas regadas a álcool, ao samba e ao pagode, ritmos musicais com raízes umbilicais no Brasil, acompanhado de mulheres.

Os entendidos na matéria que reconhecem à direcção do Kabuskorp do Palanca autonomia para gerir da forma como melhor achar conveniente os seus recursos financeiros, questionam-se se o ainda craque brasileiro, que se pode vir a constituir num ídolo e referência não só para os adeptos palanquinos, tem “pedalada” para aguentar as exigências das competições angolana e africana, assim como ambientar-se ao modo de vida dos africanos. É certo que a direcção do clube do Palanca, começa a dar passos significativos no que diz respeito à criação de infra-estruturas e ao lançamento da modalidade nos escalões de formação, deve querer tirar o maior proveito da imagem do atleta.

Não deixa de ser verdade que muita gente se questiona, sobre a razão do clube que tem Bento Kangamba como proprietário e que possui acordos com alguns dos clubes mais mediáticos da Holanda e de Portugal, não investe o montante referente à aquisição do brasileiro, nos escalões de formação e na contratação de atletas jovens, com larga margem de progressão no futebol do clube e angolano. São em quantidade considerável as “novidades” que circulam nos meios futebolísticos nacionais sobre as aquisições e dispensas de atletas e treinadores, algumas das quais estão na base de alguma emoção e apreensão dos associados, principalmente dos mais fanáticos, que nestas ocasiões também têm “opiniões a dar” sobre o assunto.

Para além da divulgação oficial de que a luta pela conquista do título do Girabola não consta das prioridades do Petro de Luanda nas próximas três épocas, aliado ao “caso” Gilberto, assim como o anúncio oficial do fim das carreiras de Kali (1º de Agosto) e Flávio Amado (Petro de Luanda), da continuidade de Love Kabungula, agora no Recreativo da Caála, assim como os regressos ao Girabola dos treinadores portugueses, Bernardino Pedroto (Recreativo da Caála) e Vítor Manuel (FC Bravos do Maquis), pouco ou nada vem à tona no que se relaciona ao ingresso nas equipas do Girabola, de atletas saídos dos escalões de formação.
Leonel Libório

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