Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Decisiva segunda volta

08 de Julho, 2016
Ao iniciar-se já, neste fim-de-semana, a segunda volta do Girabola-Zap de 2016 que comporta uma “maratona” de quinze jogos para cada uma das dezasseis equipas, não me ocorre que as formações do 1º de Agosto e do Recreativo do Libolo, respectivamente, líder e segundo classificado, com 35 e 30 pontos, vão-se deixar ultrapassar pelos seus directos perseguidores.

É ponto assente que a etapa final da competição mais importante de futebol a nível de clubes, vai oferecer momentos de bom futebol. Apesar de haver ainda muitos jogos a serem disputados, é um dado adquirido que o 1º de Agosto e o Recreativo do Libolo se apresentam em condições privilegiadas que lhes permite chamar a si a conquista do título.

Na parte cimeira da classificação geral, os confrontos que vão colocar frente a frente as equipas que figuram nesse neste sector, assim como os “dérbi” que envolverão formações que não se situam nos lugares cimeiros, serão determinantes para o desfecho da competição, uma vez que na actual fase, em que se começam a fazer as contas finais, as equipas vão encarar os jogos como autênticas finais.

Assim, constitui um dado adquirido que a questão do título está quase direccionada para as duas formações que se encontram na liderança, não sendo de se descurar a hipóteses dos seus seguidores imediatos, designadamente, o Kabuskorp do Palanca (27), o Petro de Luanda (27) e o Interclube (25), também puderem integrar o lote das equipas que lutam pela conquista do título.

Em função do que a realidade apresenta, sou de opinião que se deve levar em consideração o facto de o Kabuskorop do Palanca, Petro de Luanda e Interclube, assim como o Sagrada Esperança, terem demonstrado indicadores de recuperação, a julgar pela maturidade e os índices de motivação evidenciados pelos seus atletas na parte final da primeira volta. I

Isso indicia que o despique pelo segundo lugar, e pela conquista da Taça de Angola, vão absorver a atenção dos adeptos da modalidade e não só.
Quanto a taça de Angola, é de referir que os militares e os palanquinos, foram afastados. Deve-se, igualmente, ressaltar o facto de a equipa do Palanca ter sido afastada na estreia do técnico Romeu Filemon, que substituiu Miller Gomes.

Isso são indicadores que fazem com que a segunda volta do Girabola-Zap, vai trazer motivos de emotividade e ansiedade, porquanto o 1º de Agosto desde 2006 que não conquista o “caneco”, enquanto o Kabuskorp quererá valer-se da competência técnica e profissional de Romeu Filémon, que deixou bons indicadores nos clubes e nas selecções nacionais onde trabalhou, com destaque para o 1º de Agosto e Selecção Nacional “A”, de onde foi despedido por precipitação dos responsáveis do clube militar e da Federação Angolana de Futebol (FAF).

Os resultados que o 1º de Agosto e os Palancas Negras alcançaram sob a sua orientação técnica confirmam o que atrás está descrito.

É assim que, a partir do meio da tabela, o despique apresenta-se igualmente repleto de atractivos que vão absorver a atenção e o interesse dos adeptos das diversas colectividades.

Pelos números que a classificação geral apresenta, aliado à qualidade dos plantéis e ao estatuto de cada formação, desde o Recreativo da Caála (07º com 19 pontos) ao “lanterna vermelha ”, o Porcelana FC do Cuanza-Norte (11)), reina a incerteza quanto aos conjuntos que serão despromovidos ao escalão inferior do futebol nacional.

Noves fora o facto de a maioria das equipas ter aproveitado a “janela de transferências” para melhorar a qualidade dos respectivos plantéis, numa perspectiva de realismo, sou de opinião que as equipas que não integram o lote das chamadas grandes ou de “primeira água”, em termos individuais e colectivos, ainda não possuem arcaboiço para ombrearem com o 1º de Agosto, Petro de Luanda, Recreativo do Libolo, Kabuskorp do Palanca, Petro de Luanda, Interclube e Benfica de Luanda.

O Benfica foi a grande decepção da primeira volta, a julgar pela sua dimensão e investimentos que efectuou em infraestruturas, na qualidade do plantel e em técnicos, que lhe permite figurar entre as grandes do futebol nacional. Neste particular, é de se destacar pela positiva, o lançamento de vários jovens por algumas equipas.

Aqui, a predominância vai para o Progresso Sambizanga, que no início da época lançou uma “fornalha” de jovens saídos da sua “cantera” e do Real Sambila, com quem possui estreitas relações, e a Académica do Lobito, que para além de potenciarem os que estão nos plantéis seniores, vão lançar mais três ou quatro. Até que ponto as chicotadas psicológicas operadas no Kabuskorp do Palanca, Recreativo da Caála, Académica do Lobito, 1º de Maio, ASA e Porcelana do Cuanza Norte? O tempo encarregar-se-á de responder.
Leonel Libório

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