Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio
por Carlos Calongo

Depois do Girabola venha o CHAN !

21 de Novembro, 2017
1. Já homologada pelo órgão reitor da modalidade, por via do comunicado oficial nº 049/SG/17, datado de 16 de Novembro e assinado pelo Secretário -Geral da FAF, Fernando Rui Costa, a época futebolística 2017 fica para a história com tudo de bom e menos bom que nela ocorreu, para a alegria de uns, e claro de tristeza para outros.
2. Como expresso no adágio popular, “A morte de uma andorinha não representa o fim da primavera”, continuamos a falar de futebol, particularmente sobre CHAN, cujo sorteio foi realizado na sexta-feira dia 17 de Novembro, que colocou no mesmo grupo, Angola, Burkina Faso, Camarões e Congo.
3. Diga-se de passagem, não é uma composição fácil, a julgar pelo que conhecemos do futebol desenvolvido naquelas paragens, das quais vários jogadores com referências acima da média, alimentam os mais diversos campeonatos pelo mundo fora.
4. Outra hipótese não existe, que não cumprir o estabelecido no sorteio, pelo que antes da bola rolar, a certeza que se tem entre as poucas absolutas, é que o desporto continua a ser a tal caixinha de surpresas, em que os resultados antecipados não existem e estes, são apenas conhecidos depois do árbitro apitar, pela última vez.
5. Convém recordar, que para o referido torneio que apenas alinham os jogadores que actuam nos campeonatos locais, Angola não tem Beto Bianchi como treinador, ele que foi tão somente o “responsável” pelo apuramento e consequente regresso dos Palancas Negras ao palco de um CHAN.
6. O divórcio do técnico com os Palancas Negras, foi anunciado pelo presidente de direcção da equipa tricolor, em conferência de imprensa, que em princípio serviu para fazer-se o balanço da época ora terminada, na qual o Clube do Catetão logrou conquistar a Taça de Angola.
7. Seguro de que não esteja a cometer nenhum ilícito, dou-me ao prazer de expressar a minha repulsa, pela forma como o assunto foi gerido, assim como pensar que afinal a referida conferência de imprensa foi pretexto para se anunciar o fim da relação até então existente entre Beto Bianchi e a FAF, por via dos Palancas Negras.
8. E, já agora, alguém explica a razão de ser o Presidente do Clube do eixo viário a anunciar o fim de uma relação, dada a conhecer ao mundo pelo Presidente da Federação Angolana de Futebol, numa pomposa conferência de imprensa?
9. Aliás, por que não foi a Federação Angolana de Futebol a fazê-lo, tal como no anúncio da relação, que recorde-se não encontrou consenso entre os diversos agentes que lidam com o fenómeno futebolístico local, sendo a \"descarga\" mais ouvida no momento, que ninguém agrada com o mesmo zelo, à dois senhores
10. E, por favor, não me digam que a razão de Tomás Faria assenta no facto de ser presidente da instituição que dirige e paga os salários do treinador, pois, a considerar Bianchi com funcionário do Catetão, outra coisa não se esperava, salvaguardando o que foi estabelecido no contrato de trabalho, que à maneira angolana é um documento que as gavetas conhecem melhor que os jornalistas.
11. Fiquei com a impressão, de que foi mais uma expressão de sentimento, adveniente de zangas entre comadres, que derivou numa espécie de ultraje à ética e a moral públicas, que para estas questões funcionam como a cautela e caldos de galinha, que não fazem mal a ninguém.
12. Se à isso adicionarmos as lamúrias, que de um tempo à esta parte, a Federação Angolana de Futebol, na voz do seu presidente de direcção, Artur Almeida, vem expressando em relação à falta de dinheiro para fazer face aos encargos da competição em causa, advinha-se uma participação sofrida, ou se tanto, um mau trabalho de casa.
13. Como está na moda a palavra resiliência, (capacidade de ultrapassar as dificuldades, encontrar forças para suplantar obstáculos), mais uma vez, em tempo certo, acredito que tudo dê certo, e teremos os Palancas Negras no palco da competição, a ombrear com as similares e por que não, pensar na conquista do CHAN, dado que sonhar, para além de não ser proibido, não se paga.

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