Jornal dos Desportos

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Opinio

Derrota militar complica as contas

17 de Maio, 2018
A derrota do bi-campeão angolano, 1º de Agosto, diante do Mbabane Swall, da Swazilândia a contar para a 2ª jornada do do seu grupo coloca em risco a qualificação da equipa angolana para a fase a eliminar da Liga dos Campeões Africanos.
Num grupo onde passam os dois primeiros classificados, os militares já perderam cinco pontos dos seis possíveis, quando faltam quatro jogos por disputar equivalentes a mais doze pontos. Mesmo vencendo os próximos quatro jogos o representante angolano totalizaria 13 pontos no final das seis jornadas previstas para cada grupo e ficaria a cinco pontos dos 18 possíveis que lhe dariam qualificação directa.
A intenção da direcção do 1º de Agosto, de este ano regressar e fazer historia na Liga dos Campeões Africanos é claramente vista no investimento que fez, quer em termos de contratações de jogadores como Jaques e Mungo, bem como em manter a espinha dorsal da equipa que nos últimos dois anos ganhou o Girabola, com destaque para Geraldo, Ibukun, Massunguna, Bwá e outros.
É interessante frisar que apesar dos militares terem perdido cinco pontos dos seis possíveis, a equipa tem estado a fazer boas exibições e só não venceu o jogo contra os Suazis do Mbabane, porque na hora da verdade a ansiedade falou mais alto.
Entretanto, em alta competição, o mais importante não é jogar bem mas sim marcar golos e ganhar os jogos. Com a derrota na segunda jornada, a turma do \"Rio Seco\" praticamente dependerá de terceiros para passar a fase do mata-mata. Ou seja, a eliminar.
Mesmo que vença os próximos quatro jogos que serão equivalentes a doze pontos que adicionados ao um que possui, o 1º de Agosto, que a priori era considerada a segunda força do seu grupo, somaria apenas 13 pontos, quando o Etoile Sahel bem como o Mbabane podem chegar aos 16 pontos.
Em função da situação criada pela derrota dos militares em terreno Swazi, Zoran Maki e seus pupilos estão condenados a ganhar todos os jogos que faltam se quiserem continuar a sonhar em chegar a fase seguinte. Mas a grande questão é: Terão os militares, força anímica para suportarem os jogos do Girabola, que diga-se de passagem, a cada dia que passa estão a ficar mais duros e ao mesmo tempo serem bem sucedidos na Liga dos Campeões?
No jogo da primeira jornada diante da equipa Tunisina, deu para ver que um dos grandes problemas do 1º de Agosto, é ou será o aspecto físico. O 1º de Agosto, só não ganhou o jogo contra o Sahel, porque fisicamente a equipa rebentou, mas por culpa do adversário que obrigou-a a isso.
O mesmo também aconteceu contra o Mbabane, pois jogadores como Geraldo, depois dos 12 minutos da segunda parte já estavam sem oxigénio e por isso o meio campo em determinados momentos do jogo desaparecia face a pressão do adversário e o resultado só não foi acima de uma bola a zero porque entre os postes dos militares está lá um jovem- senhor chamado Neblú, que nos faz lembrar o Ângelo da Silva o antigo guarda- redes do 1º de Agosto, dos anos 80.
A solução passa por formar duas equipas fortes e competitivas tanto para atacar o Girabola como as Afrotaças. Acreditamos que a equipa técnica militar encontrará soluções para que todos os handecampeões sejam equacionados
Portanto, as coisas estão complicadas para o D’Agosto, mas não completamente sem solução, pois vencendo todos os jogos que lhe restam forçosamente o Mbabane e o Sahel também terminariam a fase de grupos com 13 pontos.
Alem disso, também podemos contar com o tropeço dos adversários o que é muito natural. Mas, os jogadores do 1º de Agosto, têm de inculcar na sua consciência que se quiserem ser respeitados em Africa e não só devem
ganhar com regularidade o Girabola e chegar o mais longe possível na Liga dos Campeões. Aliás porque não sonhar em ser campeão Africano.
AUGUSTO FERNANDES

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