Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Desta vez qual ser o truque ou o jajo?

22 de Outubro, 2018
O título do artigo de hoje é uma espécie de toda a verdade - que é conhecida e permanente - e que, felizmente, não é pautada por simples deduções, ténues sinais ou difusos indícios, mas, sim, por claras evidências. Vamos aos factos.
Faltando pouco mais ou menos de 5 dias para o arranque de mais uma edição do Girabola Zap a minha “de cristal” começou a dar-me sinais e portentos bem claros de que vamos voltar a presenciar ao vivo e a cores a mesma novela que ocorreu no Girabola Zap da última edição.
Isto é pontapé na bola e fé nos governos províncias e seus respectivos governadores, que no papel de Pai, Filho e Espirito Santo, e em plena crise económica e financeira, vão ter de mais uma vez realizar o ingrato e ridículo exercício de ficar bem com Deus e com o Diabo!
Porém desta vez com episódios e actores aparentemente diferentes, cuja semelhança com os anteriores só peca pelo facto de a Federação Angolana de Futebol, na aleluia e na graça de Deus, ter-se dado conta que desta vez, ao que parece já não vai embarcar, no hábito de fazer disparates em cima de absurdos, pois creio que deu-se conta, que até agora a roda girava em sentido único, pois com o mal dos outros, alguns teimosamente ainda querem e podem! Explico melhor.
Ora bem, a FAF decidiu, deixou claro e já avisou aos clubes que vão disputar o Girabola Zap 2018/2019, cujo início está marcado para o dia 26 deste mês, que devem apresentar provas de que, financeira e logisticamente, estão preparadas para disputar o campeonato até ao seu fim.
Para uma boa notícia como esta, o problema é que a má notícia começa justamente aqui, pelo facto de dirigentes de alguns clubes, principalmente os que estão fora do top-5 (isto é 1º de Agosto, Petro de Luanda, Inter Clube, Sagrada Esperança e Kabuscorp do Palanca), começarem já a dar indícios de que não compreenderam o português da FAF e já começarão a falar o seu “pertuguês”.Como é possível o presidente de um clube vir ao público dizer que o clube que dirige enfrenta crassos problemas e dificuldades em sentido financeiro para participar no campeonato, mas que a referida participação, com “muletas na mão”, permitam-me a expressão, é um ganho para a província que vai representar? Outra questão: como é possível que clubes que já nem cinto têm para segurar a cintura, continuam a ostentar vaidade e convencimento de que vão terminar este Girabola Zap nos oit primeiros lugares, sonhando com aquilo que já não há e dizendo que tem de gastar aquilo que já não existe?
E mais uma pergunta: será que estes dirigentes ainda não se deram conta que muitos de nós já sabemos há muito, de cor e salteado, e até de olhos fechados, que eles usam o desgovernado e desorientado Girabola para conseguir uma “micha”, um “matondelo”, passando a falsa imagem e mensagem de que são carolas, transmitindo a ideia de que estão a trabalhar para o bem da província e das suas populações?
Como se sabe, se há lugares onde existem uns bons e talentosos dirigentes \"bilingueiros\" é no Girabola Zap. Mas como dizia São Tomé, desta vez quero ver para crer qual será o próximo truque ou \"jajão\" daqueles que embora regressaram, nunca foram embora!
Nzongo Bernardo dos Santos
*Mentor e Gestor Executivo
do Fórum Marketing Desportivo

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