Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Destruir a histria do basquetebol

21 de Outubro, 2019
Cada dia é pior do que outro, no basquetebol nacional. Depois de uma desastrosa prestação no Mundial, por culpa, inteiramente, do presidente da Federação Angolana de Basquetebol; que inventou o conceito de seleccionador não residente, agora o campeonato não arranca por falta de acordo com os árbitros. Ou seja, não se sabe onde nem como pagar os árbitros. Como pode uma modalidade, referência africana, ser mal tratada deste modo? E, pior, parece haver convivência das pessoas do basquetebol, que assobiam de lado, mantém-se caladas como se tivessem todas medo de criticar o presidente da Federação Angolana de Basquetebol. São elas que construíram a hegemonia que o basquetebol apresenta no continente, não são capazes de a defender. É como se estivessem todas hiponetizadas. A reacção à desastrosa prestação no Mundial foi tão ténue, tão silenciosa como se estivessem receio de perderem qualquer coisa. Aliás, o facto de consentirem que o presidente contratasse um seleccionador, que não acompanha a prova doméstica, não tem em conta o rendimento dos atletas, foi um sinal de que tudo agora é permitido. O presidente da Federação Angolana de Basquetebol está a insultar todo um esforço, de pessoas que dedicaram as respectivas vidas em prol do basquetebol. O basquetebol não começou com a sua chegada à direcção da Federação. Há uma história que ela carrega, construída por pessoas que ainda aí estão. Esta história precisa ser respeitada. Quem se propõe a colocar a sua pedra nesta história, precisa respeitar os valores encontrados. Ouvir muito os que a construíram. Infelizmente, não se sente isso do presidente da Federação Angolana de Basquetebol. Parece haver da parte dele a ideia de que está a fazer um favor, ao basquetebol e aos angolanos. No entanto, este momento pode ser uma boa ilação para os senhores que votam no basquetebol. Não basta apostar em quem tem dinheiro ou outro estatuto qualquer. O basquetebol precisa de pessoa comprometida, que sente na pele a modalidade e mais do que isso engajado a manter a sua história. Não é isso que se assiste hoje. Teixeira Cândido

Últimas Opinies

  • 18 de Novembro, 2019

    Palancas: mais "frangos" e "promessas de bacalhau"

    Paulo Gonçalves ainda não limou as arestas que sobressaem entre os vários sectores dos Palancas Negras.

    Ler mais »

  • 18 de Novembro, 2019

    Cartas dos Leitores

    Não podemos agarrar-nos ao que já passou.

    Ler mais »

  • 18 de Novembro, 2019

    Imposio de limites

    Apesar do atletismo ser das modalidades mais representativas do nosso mosaico desportivo não é menos verdade que a sua acção se faz sentir com maior impacto quando se chega a esta fase do ano, em que se coloca em funções a máquina organizadora da tradicional corrida de fim de ano, São Silvestre.

    Ler mais »

  • 16 de Novembro, 2019

    Haja resilincia mas com seriedade

    A campanha dos Palancas Negras rumo ao Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2021, que Camarões irá organizar, pode ser de todo ofuscada, se acreditarmos que Angola, o nosso País, tem valor real e imensa qualidade em termos futebolísticos, mas sobretudo não tem o essencial: organização e seriedade.

    Ler mais »

  • 16 de Novembro, 2019

    Palancas devem ser destemidos no Gabo

    No seu retorno a mais uma campanha para atingir a elite do futebol continental, Angola joga amanhã frente à congénere do Gabão em Franceville, uma cartada importantíssima rumo aos Camarões-2021, depois do dissabor que experimentou diante da Gâmbia.

    Ler mais »

Ver todas »