Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Disputa acrrima no topo e na cauda

14 de Outubro, 2017
“Disputa acérrima, no topo, e na cauda”. É essa a descrição que se deve fazer das derradeiras quatro jornadas da presente edição do Girabola Zap, em que a luta pelo título coloca frente-a-frente o 1º de Agosto e Petro de Luanda, ao passo que na fuga à zona movediça, o Santa Rita de Cássia é a única equipa com a sentença ditada.

Se por um lado, militares e tricolores, com 58 e 56 pontos na primeira e segunda posições da tabela de classificação geral, entram nas contas para a discussão do troféu desta maior prova do futebol nacional, noutra perspectiva é também relevante a corrida para a fuga à despromoção, em que aparecem outras cinco equipas.

FC Bravos do Maquis, 11º com 29 pontos, Académica do Lobito, 12º com 27, Atlético Sport Aviação (ASA), 13º com 23, Progresso da Lunda - Sul, 14º igualmente com 23, e JGM do Huambo, 15º com 21 pontos, são outras equipas acossadas pelo espectro da despromoção.

Quanto ao título, o 1º de Agosto joga hoje com o Interclube, um adversário que defronta pela segunda vez num espaço de uma semana, depois da disputa da primeira mão dos quartos-de-final da Taça de Angola, depende de si para a revalidação.

Uma vitória hoje sobre a formação adstrita ao Ministério do Interior (Minint), o 1º de Agosto abre uma vantagem de cinco pontos sobre o rival, Petro de Luanda, que amanhã recebe o FC Bravos do Maquis no Estádio Nacional 11 de Novembro.

E, se o desiderato vier a consumar-se, os tricolores orientados pelo hispano-brasileiro Beto Bianchi viam-se ainda mais pressionados na luta pelo título, já que pela frente vão ter uma equipa maquisarde disposta a contrariar o seu favoritismo.

Em consequência disso, o Petro está proibido de perder amanhã com o Maquis, que é orientado pelo experiente Zeca Amaral que exibe na sua folha de serviço o estatuto de treinador com mais épocas consecutivas ao serviço de equipas do nosso Girabola.

Até um eventual empate, frente a turma maquisarde, pode estorvar os intentos da equipa do “eixo-viário” na corrida ao título, caso o rival do “rio seco” vença o Interclube.

Em relação ao Maquis, a partilha de pontos serve para as suas ambições, já que ia permitir -lhe somar um ao seu pecúlio e encetar a fuga à despromoção.

Ainda, no tocante à luta pela permanência na fina-flor do futebol nacional, a 27ª jornada do Campeonato da I Divisão regista hoje um jogo de aflitos: o ASA - JGM que pode definir o possível acompanhante do Santa Rita de Cássia do Uíge.

Tanto a turma aviadora, que actua na condição de anfitriã, quanto a da cidade capital do Planalto Central, estão proibidas de perder, sob pena de ver esfumar-se o sonho de permanência, no convívio dos grandes do futebol nacional.

O ASA, em caso de vitória, ainda que não garanta de imediato a permanência, pode dar um passo decisivo para fugir à despromoção, pois, nessa perspectiva ia afundar ainda mais o seu oponente na luta que enceta para a não descida de divisão.

No mesmo sentido, um eventual tropeço da turma aviadora pode relançar o sonho do JGM do Huambo na permanência, não obstante as alegações nas hostes do clube de que só não desistiu da prova para não complicar a vida das equipas aflitas na tabela.

Está bem claro, também, que nesta luta desenfreada para a fuga à despromoção, a sorte do ASA e do JGM do Huambo passa pelo desempenho das outras equipas aflitas nesta ponta final do campeonato.

Continhas feitas, a esse respeito, apontam para o facto de nos jogos desta tarde os outros aflitos igualmente se saírem vitoriosos, então aí tudo se mantém em aberto, relativamente à despromoção.

O Progresso da Lunda -Sul, que ocupa o 14º posto da tabela de classificação geral com 23 pontos, tantos quanto tem o ASA, no 13º, pode aproveitar-se do “factor casa”, esta tarde quando defrontar o Recreativo da Caála, que já está confirmado no Girabola de 2018.

O Santa Rita de Cássia, que costuma ser um osso duro de roer no seu reduto, enfrenta igualmente esta tarde no Estádio 4 de Janeiro, na cidade do “bago vermelho”, o galvanizadíssimo Sagrada Esperança que nos habituou a fazer bons resultados, tanto em sua casa, como fora. E, se essa lógica da turma diamantífera prevalecer, então, os “católicos” uijenses podem sentenciar em definitivo a sua descida de divisão.

Por todas essas conjecturas, podemos ter campeonato até ao fim. E, como é da praxe, a ponta final da maior prova do nosso futebol está imprópria para cardíacos.

Porém, e como não podia deixar de ser, quer na corrida pelo título, quer na que coloca equipas que lutam para não descer de divisão, é óbvia a tese de que quem melhor fizer por merecê-lo, vai na certa materializar os seus intentos. Resta, agora, esperar o que nos traz os restantes 360 minutos desta ponta final do campeonato das multidões, que no fundo espera-se que o “fair-play” seja a grande divisa.

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