Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

E agora?

30 de Setembro, 2019
No meu último artigo, pedia aos adeptos do Petro de Luanda paciência e compreensão da incapacidade da actual direcção para enfrentar o 1° de Agosto. Fundamentei com o facto do Petro de Luanda estar desprovido de recursos financeiros como dantes para fazer milagres. O Petro de Luanda brincou com dinheiro. Dito de outro modo, o Petro de Luanda teve dinheiro suficiente para fazer melhor do que construir apenas o Catetão, pois o Eixo-Viário como se sabe é uma "herança". Ou seja, não foi construído por nenhuma direcção do Petro de Luanda. E apesar disso e a julgar pelos milhões que as mais diversas direcções dispuseram, era expectável que beneficiasse de uma reabilitação capaz de o colocar ao nível de outros edifícios que o rodeiam. Muitos sócios do Petro de Luanda assistiram as diversas direcções brincar com os orçamentos. E para pior a situação até o terreno conhecido como Quintalão do Petro de Luanda, no Golfe II, foi-se. Nasceu nele um condomínio seguramente que não é do Petro. Era um espaço no qual se projectava um estádio e outras infra-estruturas. Mas alguém cedeu ou vendeu e o Petro ficou de mãos a abanar. Em face de todo este desperdício, qualquer direcção do Petro de Luanda nesta altura irá enfrentar dificuldades. E mais ainda com o facto de haver uma cultura na Sonangol, principal patrocinadora do clube, a ideia de que o presidente do Petro tem de ser amigo do presidente do Conselho de Administração da Sonangol sob pena de não poder receber os orçamentos como deve ser ou ter apenas metade prejudica toda e qualquer boa intenção. Por isso, qualquer análise que se faça sobre o Petro de Luanda não se pode colocar de parte este exercício. É preciso saber que o Petro de Luanda brincou com milhões. Ou as suas direcções. Alguém se lembra de ir dirigir o Petro de Luanda quem não fosse ex-administrador ou director geral da Sonangol? Não é no mínimo estranho que assim seja? Pois, a explicação está nos orçamentos, que eram apetecíveis. É isso que explica a corrida desenfreada para ser presidente do Petro de Luanda, assim como do 1° de Agosto e do Interclube. Tem que ver com os orçamentos. Não é amor à camisola. Nos últimos 25 anos só conheço uma pessoa que tenha feito isso. Melo Xavier é o seu nome. Este sim, fez por amor à camisola e devia inclusive a direcção do 1° de Agosto prestar-lhe um tributo. É neste contexto que devem ser compreendidos os resultados desportivos do Petro de Luanda. Auguramos que os tricolores sejam capazes de fazer muito com pouco, pois vive-se uma fase de roer as unhas economicamente falando. É hora por enquanto de celebrar o regresso à Liga dos Campeões, dezoito anos depois. É uma vitória que pode amenizar o clima tenso que se vive no Catetão. Teixeira Cândido

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