Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

E para l dos recintos desportivos!

24 de Janeiro, 2019
Independentemente da modalidade em questão, o melhor que existe no mundo do desporto, está alinhado com o que é demonstrado no recinto de disputa de jogos, por ser lá o palco do verdadeiro espectáculo, que faz do desporto o mundo das emoções e das paixões.
Daí, as enchentes dos recintos desportivos, as abordagens antes, durante e depois dos jogos, com todas as incidências decorrentes e que infelizmente, em muitos casos, o extremo se evidencia e dá lugar à tristeza colectiva, às agressões físicas que não poucas vezes resultaram em mortes.
São inúmeros os exemplos, para o que acima se diz, como o caso do histórico jogo Liverpool versus Juventus, com alguma margem de sobra, foi das piores vergonhas que o mundo do desporto conheceu em relação ao envolvimento de adeptos, em cenas que nem o “diabo do desporto” (caso exista!), gosta de recordar.
Nos dias actuais, os casos de insultos com motivações racistas, as combinações de resultados, as compras de organização de eventos desportivos, votos para eleição em cargos de direcção de instituições desportivas, configuram uma forma moderna de ser e estar no desporto, que ainda assim, não tem força para anular o que o público gosta de ver no recinto.
Ou seja, as fintas ou dribles como queiram chamar, os passes, as combinações tácticas que fazem a magia do desporto, antes, claro, da vitamina que é o golo, (no futebol, andebol, etc), o cesto ou o ponto (no basquetebol), xeque-mate (no xadrez), continuam a ser a principal razão que mexe com as paixões dos amantes do desporto.
Assim, faz todo o sentido, as intermináveis discussões sobre Leonel Messi e Cristiano Ronaldo, o palmarés do Real Madrid e Barcelona, a rivalidade entre Benfica e o Porto e Sporting de Portugal, a hegemonia do futebol brasileiro, a epopeia da Alemanha, e bem à nossa maneira, a saudável batalha sobre à quem pertence o estatuto de “maior” do desporto angolano: ao Petro de Luanda ou ao 1º de Agosto.
Infelizmente, o desporto não é só isso, dado que fora dos recintos desportivos existe um sub - mundo marcado por coisas que em nada credibilizam os verdadeiros motivos que apaixonam as pessoas, que a nível global são milhares e que fazem do desporto uma verdadeira indústria.
Para esta semana, teríamos todo o conforto em falar, por exemplo, dos empates que o 1º de Agosto até agora consentiu no Girabola e que alguém disse, no alto da sua experiência e autoridade académica (?), que “tais empates devem-se ao facto dos militares ainda não terem digerido a eliminação na meia-final da Champion, da última edição”.
Em respeito ao princípio da liberdade de expressão e de opinião que lhe assiste, não gastaremos textos para rebater o assunto, apenas recordar que o Bravos do Maquís e o Interclube têm mais empates que o 1º de Agosto, não sabem o que foi jogar uma partida na edição passada das Afrotaças, e, fim de papo. Por conseguinte, elegemos como base para este texto, um assunto que parece ter passado de soslaio a muitos, mas que é deveras preocupante para a estrutura do futebol angolano, cujos laivos de suspeita de corrupção, para lá disso mesmo, ganha, ainda que de maneira tímida, um formato que já deve ser encarado como um caso para intervenção das instituições de direito.
Nos referimos ao anúncio de punição de três membros do Conselho Técnico e Desportivo da Federação Angolana de Futebol, acusados de negligência, em virtude de permitirem a inscrição do Santa Rita de Cássia Futebol Clube, sem que a equipa tenha cumprido com as normas impostas pela FAF.
Mesmo em salvaguarda do princípio jurídico da presunção de inocência, que assiste a qualquer suposto culpa00do, - o que muitas vezes não passa de ladainha na hora da sesta para bebés da creche -, cá para nós, para além do assunto ser sério, há razões para outros passos, daí, o considerar bom para o “desporto no texto”, o outro sítio em que se joga, para além, claro está, do campo.
Carlos Calongo

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