Jornal dos Desportos

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Opinio

Ecos do DAgosto-Petro e...o controlo por GPS

11 de Fevereiro, 2019
Um colega, que até é meu amigo, foripundo , porque é petrolífero de gema, escreveu nas redes sociais que neste último 1º Agosto-Petro de Luanda, o árbitro João Ngoma \"meteu água\". Porque, no seu entender, deixou de assinalar uma falta. Acha que todos viram com olhos de ver...Dany Massunguna sobre o Vá. E que, se assim não fosse, de outra maneira a história do jogol seria. Mas, isto é verdade ou mentira? É que até a ministra dos Desportos , Ana Paula do Sacramento, disse que houve “fair play” e o próprio Beto Bianchi aceitou a derrota, servida com a quele temperado frango o guarda-redes petrolífero.
Mas, enfim, a questão, essa, deixo-a no ar, porque dois outros assuntos trouxeram-me hoje a este espaço. Primeiro, é sobre a fraca análise dos nossos jogos de futebol”versus\" tecnologias nas equipas.
Acho que, hoje em dia, muitas das nossas no Girabola ZAP andam perdidas: tirando uma ou outra, temos as que forçam a adaptação.Várias continuam longe das tecnologias modernas e, outras persistem ainda no método tradicional, porém, sem a magia dos outros tempos. Estão, digamos, a jogar no \"campo rudimentar\".
Então, defendo eu que, agora que terminou a primeira volta, um dos aspectos particulares que coloco é o seguinte: este ano e, nos anteriores, quantas equipas, por exemplo, adoptaram a moderna abordagem de uso de tecnologia e da criação de bancos de dados, incluindo treino e jogos monitorados por GPS?
Hoje, isto já se vê; já se assiste pelo mundo fora. É tão premente, muito premente mesmo, sobretudo \"nesta era\" em que o futebol, por necessidade, tornou-se um negócio, um empreendimento económico!
A ferramenta digital, ao longo dos anos, no futebol, tornou-se uma importante questão estratégica, até mesmo para a federação, que precisa da análise numérica do campeonato.
Meu segundo assunto é o seguinte: temos todos, mas todos mesmo, de fazer valer um forte trabalho, que faça emanar da federação, na segunda volta do nosso Girabola ZAP, quanto à vigilância a muitos jogadores estrangeiros como reforços das equipas.
Na segunda volta , o meu desejo é que haja já um acompanhamento rigoroso, não só da imprensa e dos adeptos, mas, também, de outras instituições/ órgãos interessadas nos “efeitos colaterais”, que a prova deixa à vista, algumas vezes até a preocuparem as autoridades políticas do nosso portentoso país. Na onda na \"Operação Resgate” o nosso Campeonato tem gente boa?
A minha posição - xenofobia à parte - é que tem de se estancar o ingresso de jogadores estrangeiros de forma fraudulenta em algumas das nossas equipas. Está por arrancar a segunda volta e a preocupação não é só minha; não é nova.
E, se dúvida houver, posso aqui recordar o que há anos, nas vestes de Ministro do Interior, Ângelo da Veiga Tavares, disse, algo como \"colocar dedo ferida\".
Esta alta autoridade tinha, a seu tempo, “avisado” aos dirigentes da nossa federação, e das equipas, que seriam levados à Justiça todos aqueles que facilitassem ou facilitam a atribuição ilegal de cidadania angolana a atletas estrangeiros.
E, vejam, este aviso tinha sido feito num Conselho Consultivo Alargado Conjunto da Delegação Provincial de Luanda do Ministério do Interior e do Comando Provincial da Policia Nacional, onde lembrou à federação e aos clubes que é(ra) necessário a observação dos princípios legalmente estabelecidos.
Portanto, tal constituí, e ainda é, sinal de que há jogadores expatriados no nosso \"association\", que beneficiam de documentos fraudulentos de angolanos, para jogarem no nosso campeonato. Isto, por si só, é motivo para que sejam accionados mecanismo legais, no sentido de se responsabilizarem os infractores, civil e criminalmente.
No meu segundo ponto de hoje, deixa-me dizer que, devido à pobreza dos espectáculos nos jogos do nosso campeonato, muitas vezes por falta de dados que mexam com os adeptos em animadas discussões - e também aos dirigentes, treinadores, enfim - apelo para que as nossas equipas estejam atentas a tudo o que já acontece em todo o mundo, com o advento da análise digital dos jogos.
E isto porquê? Porque o desporto no geral, e o futebol em particular, hoje tornaram-se numa ciência. E, na sequência disso, essa evolução deve ser interiorizada pelos treinadores, jogadores, dirigentes e mesmo pelos jornalistas.
Eu que, noutro tempo, já vibrei como muitos da minha geração, com o espectáculo do jogo da bola de encher olhos, apelo aqui para um rigoroso resgate à adopção de métodos e práticas modernas, no sentido do nosso campeonato ter outra \"vitamina\", que faça vibrar o público.
Em boa verdade, é necessário “adoçar” mais os jogos, o campeonato. Não é em vão que os nossos estádios hoje andam às moscas, se comparados com as décadas de setenta e oitenta.
António Félix

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