Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Edifcio desportivo erguido desde 1975

12 de Novembro, 2018
O país vive ainda a ressaca dos 43 anos da Independência Nacional, assinalados ontem em todo o território nacional. E a festa prolonga-se por estes dias. São 43 anos marcados desportivamente, pela adopção de uma nova mentalidade desportiva em Angola.
Foi curiosamente num dia 11 de Novembro do memorável ano de 1975, que o país libertava-se das amarras de um regime colonial, que privou durante longos períodos das mais elementares liberdades e do exercício dos direitos, inclusive, o direito à educação física, à prática desportiva sem qualquer tipo de descriminação. Deste modo, a 11 de Novembro de 1975, em Angola, começava a erguer-se um novo edifício desportivo, com uma grande corrente, aos poucos e gradualmente extensiva, que possibilitou às crianças e jovens do país evidenciar as suas potencialidades.
Nesse contexto, modalidades outrora reservada às elites dominantes, passaram, após o período pós-Independência, a observar um aumento exponencial de praticantes. Aconteceu com o xadrez, que saiu das salas restritas para as ruas, com simultâneas gigantes, em que os novos praticantes interagiam com os jogadores mais rodados.
E os resultados, como é óbvio, foram colhidos, volvidos alguns anos. O país ganhou o seu primeiro mestre nacional, na pessoa de Agostinho Adão, e o seu primeiro mestre internacional Manuel Mateus, ao que se seguirem outros jogadores com títulos da Federação Internacional de Xadrez.
Outras modalidades, como o hóquei em patins, também tiveram um percurso quase semelhante, no que concerne à captação de novo talentos. Fruto da massificação desportiva desencadeada ao longo destes anos, a patinagem angolana seguiu um caminho radiante, com jovens jogadores a despontarem e a fazerem as delícias do público cá da casa, como de fora do país, particularmente a partir do momento em que Angola começou a participar, por direito próprio, em campeonatos do mundo, sendo um dos raros países do continente nessa condição.
Em 43 anos de Independência, assinalados ontem, Angola criou premissas, para que os seus cidadãos pudessem tirar proveito da prática regular do desporto e da edução física, como componentes para a elevação da melhoria do seu nível de vida.
A guerra, que durante alguns anos grassou o país, impediu que em todos os cantos a prática desportiva fosse extensiva a toda juventude, mas na generalidade não impediu, que os nossos talentos despontassem. Foi nessa situação, que muitos dos títulos que o país hoje exibe em modalidades como o basquetebol e o andebol, isto só para citar algumas, foram conquistados pelas nossas selecções nacionais e clubes, num tributo patriótico dos nossos atletas aos esforços que o país fazia, para dotá-los do mínimo de condições, para a prática do desporto. E a mais recente conquista do título mundial, pela Selecção de Futebol Adaptado em Guadalajara, México, vem juntar-se nesse rol de conquistas, que Angola alcançou neste anos que temos da nossa Dipanda...
Fontes Pereira

Últimas Opinies

  • 23 de Março, 2019

    Agora que venha o CAN do Egipto!

    Que venha agora o CAN do Egipto! Sim, que  venha o Campeonato Africano das Nações porque a fase de qualificação ficou já para atrás. 

    Ler mais »

  • 23 de Março, 2019

    Cartas dos Leitores

    Estou aqui para trabalhar. É uma realidade nova para mim. Nunca estive em África.

    Ler mais »

  • 23 de Março, 2019

    Angola est no Egipto

    O país acordou, hoje, na ressaca da explosão festiva resultante da qualificação da selecção nacional de futebol, ao Campeonato Africano das Nações, a disputar-se em Junho e Julho, no Egipto.

    Ler mais »

  • 21 de Março, 2019

    Amanh um "tudo ou nada

    Amanhã é uma espécie de Dia D, para nós, e tal fica a dever-se aos ‘’Palancas Negras’’

    Ler mais »

  • 21 de Março, 2019

    Um regresso depois de quase dez anos

    Volvidos quase dez anos, volto a assumir uma missão como enviado especial do Jornal dos Desportos, título para o qual escrevo desde o ano de 1997, e que nesse momento assumo o cargo de editor, depois de já ter sido sub-editor e correspondente provincial.

    Ler mais »

Ver todas »