Jornal dos Desportos

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Opinio

Eleio de Leonel Pinto e as vitrias desportivas

16 de Setembro, 2017
Nos últimos dias o desporto nacional obteve alguns registos dignos de realce, com particular destaque para a eleição de Leonel da Rocha Pinto a membro executivo do Comité Paralímpico Internacional (IPC), bem como para às vitórias alcançadas no hóquei em patins e no andebol jovem. O mesmo, porém, não se pode dizer em relação ao Afrobasket 2017, cujas cortinas da prova cerram neste sábado.

O combinado nacional sénior masculino, às ordens de Manuel Silva “Gi” acabou por ser uma desilusão nesta grande montra do basquetebol continental, aos baquear aos pés da similar do Senegal, por 57-66 nos quartos de final. Angola, que nestas 15 edições disputada de 1989, em que chegou o seu primeiro título, a presente fase, assumiu a hegemonia do basquetebol africano. Arrebatou, para o efeito, onze títulos de campeã, mas fruto da derrota frente ao Senegal, pela primeira vez em 28 anos falha a presença nas meias-finais de um Afrobasket.

Porém, e como a esquecer a desilusão criada no basquetebol, temos de dar mérito a outras conquistas que o país obteve no campo desportivo. Nesse particular, a ascensão de Leonel da Rocha Pinta ao IPC traduz uma grande vitória no campo desportivo e para a vertente dos paralímpicos dentro das nossas fronteiras, pois tal surge como corolário do trabalho que vem sendo no país ao longo destes anos.

O angolano, que foi eleito ao cargo a 8 de Setembro, com 84 votos (dos 163 possíveis) entre 32 concorrentes, após realização das eleições gerais de 23 de Agosto no referido organismo, que tem agora como presidente o brasileiro Andrew Parsons e que substitui na liderança o britânico Philip Craven, tem se destacado no dirigismo desportivoAo assumir o cargo, Leonel da Rocha Pinto pontificou que o seu plano de acção prevê trabalho com federações internacionais para o aumento de Comités Paralímpicos Nacionais (NPCs) e o consequente crescimento do número de atletas em África.

Profetizou, para o efeito, contacto com a Organização das Nações Unidas (ONU), União Africana (UA) e Comité Paralímpico Internacional (IPC) para a implementação de programas de desenvolvimento para inserção dos atletas portadores de deficiências.É de enaltecer, por isso, os espírito das suas ideias, como novo executivo do IPC, que passam pela criação de condições para oportunidades e direitos iguais para os atletas com necessidades especiais e bem como a promoção global do movimento paralímpico.

Leonel da Rocha Pinta, que exerce igualmente o cargo do presidente do Comité Paralímpico Africano, tem, assim, a oportunidade de aprofundar a cooperação entre IPC e os Comités Paralímpicos do nosso continente. Isso vai, obviamente, fortalecer, também, o desempenho de toda a actividade desportiva das pessoas confrontadas com deficiência a nível de África.

Por esse facto, a sua ascensão como membro executivo da IPC traduz uma vitória não só para desporto paralímpico dentro das nossas fronteiras, mas como também para África, de que ele mesmo lidera o comité de especialidade.A nível do desporto paralímpico, os angolanos podem orgulhar-se por contar com um campeão mundial, no caso, José Armando Sayovo, que conquistou em Atenas, Grécia, no ano de 2004, medalhas de ouro nos 100, 200 e 400 metros.

O mais medalhado atleta paralímpico do país ostenta, ainda, recordes a nível dos 400 metros no Mundial de 2002, no Canadá, assim como medalhas de ouro nos 100 e 400, bem como de prata nos 200 metros, nos Jogos Panafricanos de Abuja. Na sequência das várias conquistas desportivas que o país obteve nos últimos dias, é relevante também destacar o quinto lugar obtido pela Selecção Nacional de hóquei em patins no Mundial da modalidade, disputado na China.

Na prova, realizada no país asiático, Angola venceu todos os adversários da primeira fase, apurando-se, daí, para os quartos-de-final do Mundial, em que viria a baquear aos pés da campeã em título, então Argentina, por 3-4, após prolongamento.O país, que detinha o sexto lugar como melhor registo em participações em Mundiais de Hóquei em Patins, conseguiu superar, assim, esta anterior na maior festa da modalidade. Angola deu, assim, provas da sua real capacidade depois de outras tantas presenças honrosas em Mundiais desta modalidade, onde a par de Moçambique, é, em África, o país com maior representatividade na elite do hóquei em patins.

Outra vitória a destacar no campo desportivo nacional, passa, sem sombras de dúvidas, para a conquista do Campeonato Africano de Andebol de juniores feminino pela selecção angolana de categoria, que suplantou na derradeira partida da prova o Egipto. A equipa nacional, às ordens de Edgar Neto e José Chuma, que integrou atletas como Natália Kamalandua, Celma Delfina Mário, Helena Paulo, Ruth João, Zolinda dos Santos, Aquila Manuel, Mafuta Pedro, Francisca João, Emingarda Ferreira, Patrícia Neto, Vera Kiala, Yliodia

Joaquim, Aminata Kana e Audília Carlos, que seguem as pegadas das atletas da selecção sénior, que colecciona 12 títulos continentais.Ao vencer na final da prova que decorreu na Costa do Marfim a sua congénere egípcia, por 29-19, a selecção júnior feminina, ganhou também o direito de se qualificar para o Mundial da categoria. E mais: este nono título africano do conjunto acaba, de certo modo, por fortalecer aquilo que virá a ser o futuro a Selecção Nacional em sénior femininos, que detém nesse momento a hegemonia continental.
SÉRGI.V.DIAS

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