Jornal dos Desportos

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Opinio

Em busca do Mundial

20 de Setembro, 2013
Assim se entendem as declarações do seleccionador nacional, Aníbal Moreira, que, ao não entrar em triunfalismos excessivos, não só deixou expressa a intenção de revalidar o título, como advertiu que Angola participa em qualquer competição continental com o objectivo de lutar pelo título, ao invés de só participar, como acontecia até há uns anos atrás.

O que acima está descrito pode ser entendido como consequência de, nos tempos recentes, a selecção nacional feminina ter registado progressos assinaláveis do ponto de vista técnico e táctico, o que lhe permite constar do lote das representações nacionais de “primeira água” no contexto das nações africanas.

A atestar tal facto, está a medalha de ouro obtida na edição anterior que decorreu em Bamako (Mali), em 2011, depois de ter alcançado a medalha de prata nos Jogos Africanos–2011, em Maputo, competição em que foi derrotada na final pelo Senegal. Convém recordar que no “Africano”, que em 2009, teve lugar em Dakar (Senegal), Angola alcançou a medalha de bronze, correspondente ao terceiro lugar.

No que diz respeito ao apuramento para o Campeonato do Mundo do próximo ano, para o qual África apura as três selecções mais bem classificadas na prova que hoje começa na capital moçambicana, está-se em presença de factos que indiciam uma luta titânica pelo alcance de tal aspiração.

Os protagonistas, para além de Angola, são as selecções do país anfitrião, Moçambique, do Senegal (2º) e do Mali (3º), não sendo de descurar que a selecção da Nigéria, com quem Angola joga hoje, poder incomodar, pelo facto de possuir atletas que jogam em campeonatos europeus e na liga feminina norte-americana (WNBA), facto que acontece também com as senegalesas e malianas.

É certo que se trata de uma “empreitada” difícil, mas não impossível, se nos ativermos ao facto de que a generalidade das selecções que estão presentes na capital moçambicana tem evoluído do ponto de vista desportivo e da qualidade competitiva.

A Selecção Nacional possui como positivo o facto de a maioria das suas componentes, não obstante serem alvo de renovação paulatina, jogarem juntas há bastante tempo, o que vai facilitar na interpretação dos conceitos tácticos emanados pela equipa técnica.

Aníbal Moreira, habituado a este tipo de competições, antes como atleta de eleição e agora nas vestes de treinador, sabe que trunfos vai utilizar. As atletas angolanas tudo vão fazer para inscrever os seus nomes uma vez mais nos anais da história do desporto africano e do basquetebol nacional em particular.

Sem dúvida vão lutar pela qualificação para a competição mundial na Turquia como cenário, concentrando-se ao máximo frente às representações de Moçambique, Senegal e do Mali, sem menosprezar, como é lógico, as demais selecções, porque “o seguro morreu de velho”. Está em causa não apenas o prestígio e a elevação do nome de Angola cada vez mais alto, mas também o aumento de algumas “benesses” de âmbito pessoal (currículo individual) e colectivo, que vão ficar para a posteridade.

A força do querer e a vontade de vencer, “marca” que caracteriza os angolanos nas diversas vertentes da vida, em qualquer competição e cenário, aliado à união entre as componentes do grupo, quer nos momentos bons, como nos difíceis, constituem outras aspirações que devem ser levadas em consideração.

Face ao clima de euforia que os angolanos vivem em função do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins que o país organiza, as basquetebolistas que em Moçambique representam uma vez mais todos os angolanos, tudo vão fazer para presentear os seus compatriotas com motivos de alegria que passam pela reconquista da medalha de ouro. Haja corrente positiva em torno desse objectivo.
Leonel Libório

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